RADIO A.N.S.R LEPANTO

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CHIESA VIVA / PARTE 2 É claro que Paulo VI, com as suas quimeras intelectuais terrenas, desfraudou o Reino de Deus de todos os seus atributos divinos, para fazer sonhar com um Paraíso terrestre !

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CHIESA VIVA / PARTE 3





  O Sr. Montini, por outro lado, mostrava aversão às devoções marianas, particularmente ao Rosário. Disse que preferia uma aproximação mais centrada em Cristo do que Mariológica !
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CHIESA VIVA / PARTE 4 PAULO VI O PAPA QUE MUDOU A IGREJA !





Dom Battista Montini, Padre-diplomata 
De dia e
intrigante de noite, trabalhou em estreita
relação com o pessoal aliado dos serviços de informações
militares do Office of Strategic Services
(OSS, precursor da CIA) e também com o pessoal
britânico
e soviético das Informações,
contra os fascistas, os japoneses e os nazistas.
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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quem é Dom Luiigii Viilllla?


Quem é Dom Luigi Villa? -------------------------------------------------------------------------------- A pedido de muitas pessoas da Itália e do estrangeiro e depois de vinte anos de colaboração com este corajoso Sacerdote, decidi escrever esta breve biografia de Dom Luigi Villa, porque penso não ser mais possível calar a indescritível e interminável perseguição sofrida por este ancião, fiel e incorruptível Ministro de Deus! -------------------------------------------------------------------------------- Nascido em Lecohttp://produto.mercadolivre.com.br/MLB-683136055-espelho-retrovisor-eletrico-kadett-ipanema-ate-92-_JM, a 3 de Fevereiro de 1918, depois de ter completado os seus estudos secundários e teológicos, foi ordenado Sacerdote em 28 de Junho de 1942. Celebrou a sua primeira Missa na Catedral de Leco, sua terra de origem e exerceu o seu ministério sacerdotal no Instituto Comboniano durante cerca de dez anos. Don Luigi Villa era um verdadeiro caçador de vocações e um estimado prègador e conferencista e as suas intervenções eram apreciadas e requeridas em muitas cidades de Itália. Além disso, dedicava-se, de maneira particular, à formação dos jovens. Foi essa mesma ligação aos jovens e a influência que sobre eles exercia que lhe valeu a condenação à morte. De facto, o Chefe fascista Ministro da Justiça, Roberto Farinacci, emitiu a sua condenação à morte. A motivação era a seguinte: «Padre Luigi Villa, não se sabe bem quem seja; parece andar a incentivar os jovens à revolta contra a República». A execução do fuzilamento não aconteceu graças ao “sopro” de um oficial do Ministério da Justiça que, secretamente e a tempo, avisou um confrade de Dom Luigi, Padre Ceccarini, que vivia no Instituto Comboniano de Crema, para que Dom Luigi Villa pudesse fugir. Foi assim que Dom Luigi Villa saltou por uma janela e fugiu, quando estava já chegando um jeep com seis soldados armados, pertencentes ao pelotão de execução. Esta condenação durou todo o tempo da República de Saló; em seu redor existiu sempre uma atmosfera de transitoriedade e uma ameaça permanente 3 e só o fim da guerra, em 25 de Julho de 1945, o libertou desse pesadelo! Durante a guerra, Dom Luigi trabalhou na salvação de famílias inteiras de judeus. De facto, em obediência a disposições de Pio XII, Dom Luigi pôs a salvo 57 judeus, em três viagens pelas montanhas dos confins da Itália e da Suíça, arriscando a sua vida em cada viagem. No início de 1953, devido a problemas familiares, sai do Instituto Comboniano e, a convite da Arcebispo de Ferrara, Mons. Ruggero Bovelli, incardina- se naquela diocese, para fundar um Movimento Missionário Internacional. Encontro com o Padre Pio Naqueles anos, Dom Luigi Villa continuou a sua actividade de prègador e de conferencista. Em 1956, pronuncia uma série de conferências aos licenciados de Bari, onde, após um almoço de peixe, sofreu uma intoxicação causada pelas amêijoas da pasta-asciutta. Informado o seu amigo Dom Berni, que era o capelão militar do aeroporto, Dom Luigi foi levado por alguns soldados da aviação para a enfermaria do aeroporto, onde foi tratado por um Coronel Médico até se restabelecer. Antes de deixar Bari, Dom Berni quis que Dom Luigi o acompanhasse a São Giovanni Rotondo. Ali chegados, Dom Berni pediu-lhe para esperar enquanto ia ao hotel Santa Maria reservar os almoços. Dom Luigi Villa, então, procurou a igrejinha do Convento. Dom Luigi Villa, pouco depois de ser ordenado Sacerdote, em 1942. Padre Pio. 4 A igreja estava vazia e ele ajoelhou-se num banco. De repente, apercebeu-se de uma presença e voltou-se; ao seu lado estava um jovem, extraordinariamente formoso, que lhe disse: «Quer encontrar-se com o Padre Pio?» «Não!», responde Dom Luigi, mas o jovem insiste: «Vá, vá mesmo assim, o Padre Pio espera-o!» Dom Luigi Villa volta-se para a pessoa que lhe falou mas, o seu lado, não estava ninguém. A pessoa que tinha pronunciado aquelas palavras tinha desaparecido! Então, entrou no Convento e dirigiuse ao lugar da cela do Padre Pio; sentiu um perfume intenso de flores e disse-o a um frade que passava, o qual retorquiu: «Bom sinal, bom sinal!», dizendo-lhe, depois, que o Padre Pio logo voltaria para a cela. Enquanto esperava, Dom Luigi Villa escreveu na sua agenda 12 perguntas que tencionava fazer ao frade. Pouco depois, viu abrir-se a porta que estava ao fundo da escada da sacristia. Logo que entrou, Padre Pio olhou-o (estava ao fundo de um estreito corredor, a uns vinte metros) e disse: «Que faz aqui, Padre Villa?» Depois, encaminhou- se para a sua saleta, a nº 5, onde entrou com os dois médicos que o seguiam. Mas após poucos minutos, logo que saídos os médicos, Padre Pio chamou Dom Luigi e convidou-o a entrar na sua cela. Ali, respondeu às suas 12 perguntas e falou-lhe por mais meia hora, impondo-lhe um encargo: dedicar toda a sua vida na defesa da Igreja de Cristo da obra da Maçonaria, sobretudo da eclesiástica. Dom Luigi fica perplexo e diz: «Mas eu não estou preparado para tal tarefa; além disso, terei de ser protegido por A antiga igrejinha de S. Maria das Graças do Convento do Padre Pio. 5 um Bispo.» Padre Pio interrompe-o e diz: «Vai ao Bispo de Chieti e ele te dirá o que fazer». Dois dias depois, Dom Luigi parte de Bari e procurou Mons. Giambattista Bosio. O Bispo pergunta: «Porque está aqui?» Dom Luigi responde: «Porque o Padre Pio me disse para o procurar », informando-o dos motivos. No fim, Mons. Bosio diz-lhe: «Isso é impossível, porque um Bispo só tem autoridade na sua diocese e o teu programa é bem mais vasto! De qualquer modo, pois que o disse Padre Pio, que eu nunca vi nem conheço, irei a Roma para um esclarecimento». De facto, Mons. Bosio procurou o Secretário de Estado, Cardeal Domenico Tardini, para lhe falar do encargo que Dom Luigi Villa recebera de Padre Pio. O Cardeal imediatamente se mostrou contrário, dizendo que tal tarefa estava reservada só aos altos jerarcas da Igreja e não a um simples sacerdote. Todavia, por ter dito que tal projecto partira do Padre Pio, disse que dele falaria ao Santo Padre. E assim fez. Quando Mons. Bosio voltou à presença do Cardeal Tardini, este diz-lhe que Pio XII havia aprovado o encargo confiado por Padre Pio a Dom Luigi Villa, mas com duas condições: Dom Luigi devia licenciar-se em Teologia Dogmática; além disso, devia ser confiado à direcção do Cardeal Alfredo Ottaviani, Prefeito do santo Ofício, do Cardeal Pietro Parente e do Cardeal Pietro Palazzini. Estes Cardeais deviam guiá-lo e pô-lo ao corrente de muitos segredos da Mons. Giambattista Tardini, Secretário de Estado do Papa Pio XII. Cardeal Domenico Tardini, Secretário de Estado de Pio XII. 6 Igreja relacionados com este mandato, agora papal. Mons. Bosio transmite a Dom Luigi Villa as “condições” de Pio XII, mas, por seu lado, junta-lhes outra sua: «Aceito ser teu Bispo, mas digo para não teres nunca nada a tratar com Montini!» Surpreendido pela dureza destas palavras, Dom Luigi pergunta: «Mas, quem é Montini?» Mons. Bosio responde: «Dou-te um exemplo: eu estou deste lado da mesa e tudo do outro. Deste lado está Mons. Giambattista Montini; do outro lado, o resto da humanidade! » É de salientar que as famílias Montini e Bosio eram ambas residentes em Concesio (junto a Brescia). Assim, a família Bosio conhecia bem os Montini! Depois disto, Mons. Bosio, por decreto de 6 de Maio de 1957, incardinou secretamente Dom Luigi Villa na Diocese de Chieti. Dom Luigi, então, inscreveu-se na Universidade de Friburgo (Suíça) onde se “licenciou” em Teologia Sacra, em Julho de 1963, doutorando-se depois na Universidade Lateranense, em Roma, a 28 de Abril de 1971. Na segunda metade de 1963, Dom Luigi Villa teve o segundo encontro com Padre Pio. Apenas o viu, Padre Pio disse: «Há um pouco de tempo que te esperava! », lamentando-se pela lentidão com a qual Dom Luigi procedia no encargo confiado. No fim do encontro, Padre Pio abraçou Dom Luigi Villa e disse-lhe: «Coragem, coragem, coragem! Porque a Igreja já está invadida pela Maçonaria», acrescentando: «A Maçonaria já chegou às pantufas do Papa». (Paulo VI!) Cardeal Alfredo Ottaviani, Prefeito do Santo Ofício. Papa Pio XII. 7 Agente secreto Em todos esses anos, Dom Luigi Villa trabalhou como agente secreto do Cardeal Ottaviani, com o fim de documentar a pertença à Maçonaria de altos Prelados da Igreja Católica e ocupou-se de certas questões delicadas da Igreja. Estas funções fizeram de Dom Luigi Villa uma pessoa muito conhecida nas Repartições de Polícia, no seu Comando e em outras Agências de Investigações Gerais e Operações Especiais. Quando, em Setembro de 1978, durante o breve pontificado do Papa Luciano, a “Lista Pecorelli” aparece em “OP” (Osservatore Politico), revista do advogado Mino Pecorelli, decerto não foi causa de admiração para Dom Luigi Villa ler muitos nomes de altos Prelados, aos quais ele causara o afastamento das suas Sés, muito tempo antes, por ter fornecido ao Santo Ofício os documentos da sua pertença à Maçonaria. Um dos casos mais célebres foi o do Cardeal Joseph Suenens, expulso da sua Sé de Bruxelas porque era mação, amancebado e com um filho de nome Paulo! Outro caso “doloroso” foi o do Cardeal Achille Lienart. Estando em Paris, enquanto esperava junto de uma Loja maçónica o homem que lhe devia confirmar a existência de documentos que atestavam a pertença à Maçonaria do Cardeal Lienart, Dom Luigi, de repente, vê correr ao seu encontro um jovem que, agredindo- o com uma soqueira em pleno rosto, gritou: «Existe um Diabo nesta terra!» Dom Luigi vai a uma farmácia, com a boca cheia de sangue, a mandíbula fracturada e com falta de um dente. Cardeal Pietro Parente. Cardeal Pietro Palazzini. 8 Até no Haiti, um dia, arriscou a vida. Levado àquele país no cumprimento de uma missão, foi preso pelos militares e levado para ser fuzilado. Mas Dom Luigi Villa teve uma inspiração: pede ao oficial que o custodiava para falar com um caríssimo amigo, o Superior do Seminário local. O oficial, perturbado por aquele pedido, procurou o superior e regressou rapidamente, dizendo-lhe: «Enganamo-nos» e libertou- o. Entre as questões delicadas confiadas pelo Cardeal Ottaviani, aconteceu a do encontro com a Irmã Lúcia de Fátima. Um dia, o Cardeal Ottaviani disse ao Padre Villa: «Pensei enviar- te a Fátima para falares directamente com a Irmã Lúcia». Aceitou com alegria. Foi acompanhado por um industrial paduano, Sr. Pagnossin, um convertido pelo Padre Pio, que lhe ofereceu a viagem e a permanência em Portugal. O Cardeal Ottaviani tinha-o munido de uma carta pessoal por ele assinada, na qualidade de Prefeito do Santo Ofício, consignada ao Bispo de Coimbra, para que lhe fosse concedido o encontro com a Irmã Lúcia. Mas o Bispo de Coimbra, antes de conceder o encontro com a Vidente, telefonou para o Vaticano. Respondeu-lhe Mons. Giovanni Benelli, o qual, antes de dar uma resposta, consultou Paulo VI, porque Roma tinha dado ordens rigorosas: os “colóquios” com Lúcia eram só consentidos aos Cardeais. O mação Mons. Giovani Benelli, Pró-secretário de Estado de Paulo VI. Irmã Lúcia de Fátima. 9 Mons. Benelli transmite ao Bispo de Coimbra o veto de Paulo VI ao pedido de encontro com a Irmã Lúcia. Assim, foi inútil a insistência de Dom Luigi Villa ao salientar o seu papel de enviado do Prefeito do Santo Ofício. De todo o modo, permaneceu em Portugal, tentando vencer a resistência do Bispo. Após uma dezena de dias, submeteu- se à derrota. Obtém do Bispo, apenas, poder celebrar na Capela de Clausura do Convento. De regresso a Itália, Dom Luigi foi logo referir o acontecido ao Cardeal Ottaviani. Este sentiu-se ofendido com o comportamento de Paulo VI, ao qual escreveu uma carta de protesto. Regressado Dom Luigi Villa a Roma, o Cardeal Ottaviani disse-lhe que Paulo VI lhe pedira desculpa, todavia acrescentando que a decisão fora tomada por Mons. Benelli. Mas o Cardeal sublinhou que era este o único método de jogo duplo de Paulo VI. Enquanto viveu Pio XII, o Vaticano, para Dom Luigi Villa, era um ambiente muito acolhedor: além dos encontros inerentes à sua actividade de agente secreto, o Padre Villa almoçou e jantou pelo menos uma cinquenta vezes com Cardeais e Bispos. Mas, quando Paulo VI chegou ao poder, foi impedida toda a hospitalidade e qualquer possibilidade de tomar iniciativas para defesa da Fé Católica. Os malogros premeditados Muitas foram as iniciativas e obras que Dom Luigi Villa procurou iniciar, mas que, ainda sob o pontificado de Pio XII, foram falhadas. Já em 1953, logo que incardinado na Diocese de Ferrara, Dom Luigi planeou a fundação de um grande Movimento Missionário formado prioritariamente por técnicos, com o título I.M.I. (Instituto Missionário Internacional); mas foi repentinamente impedido. Em 21 de Abril de 1957, Dom Luigi Villa fundou o Movimento Euro- Afro-Asiático, ligado a uma revista que tinha o mesmo título, para o que tinha já a autorização regular do seu Bispo, Sua Exª Revdmª Mons. Giambattista Bosio. Mas o Movimento, mesmo assim, teve vida breve, porque o encerraram. Também mandaram encerrar, logo depois da primeira edição, uma outra sua revista, Colloquio Oriente-Occidente, que seria ligada a um outro seu Instituto para as “religiões não Cristãs”. Mais: impediram-no de fundar um Centro de Teólogos para combater o renascente Modernismo e progressismo na Igreja. A ordem veio directamente de Sua Exª Revdmª Mons. Paulo VI. 10 Giovanni Benelli, Pro-secretário de Estado de Paulo VI. Neste mesmo período, sempre o mesmo mação Pro-secretário de Estado, Mons. Giovanni Benelli, o impede de continuar uma série de congressos de estudos permanentes. Dom Luigi Villa consegue realizar os primeiros três: 1. O Primeiro Congresso de Roma, sob o tema Ortodoxia e Ortopraxis (1-4 Out. 1974); 2. O Congresso de Florença, sob o tema A Mulher à Luz da Teologia Católica (16-18 Set. 1975); 3. O Segundo Congresso de Roma, sob o tema Cristianismo e Comunismo ateu (20-22 Set. 1977). Enquanto nos dois Congressos de Roma, a presença de Cardeais impede a intervenção directa de Mons. Benelli, no Congresso de Florença, o Arcebispo de Florença, Cardeal Florit, recebeu ordem de Roma de proibir a participação no Congresso a todo o clero florentino. O Cardeal, pesaroso por aquela ordem, comunicou-a a Dom Luigi Villa e prometeu mandar um Bispo para presidir ao Congresso durante toda a sua duração. E assim fez! Outras iniciativas cujo malogro foi provocado, são: a fundação de um “terceiro ramo” de Religiosos-leigos, para apoiar os vários institutos missionários, e a iniciativa de “recrutamento de vocações” para o Sacerdócio; iniciativa posteriormente imitada por todos os Seminários e Institutos Missionários, mas o seu projecto inicial de formação espiritual foi desviado e acabou por se secularizar. Pessoalmente, Dom Luigi Villa fez entrar nos Seminários Missionários cerca de cinquenta rapazes que, hoje, são Padres. Enfim, era evidente que não lhe era mais permitido dar um passo, realizar alguma ideia, nem iniciar algum projecto que fosse para defesa da Fé Católica. Capa das Actas do Congresso de Florença, organizado por Dom Luigi Villa, em 1975. Cardeal Ermenegildo Florit, Arcebispo de Florença. 11 Por isso, Dom Luigi Villa recusou aceitar até ofertas de amigos e… inimigos. Recusou, de facto, bastantes “doações” rurais e enormes somas de dinheiro. Até um Cardeal lhe quis oferecer a sua propriedade: duas amplas escolas elementares e médias, já em funcionamento, e duas propriedades rurais com 60 hectares de olival e uma igreja. O próprio Cardeal Giuseppe Siri ofereceu-lhe o Convento dos Beneditinos de Génova. Mas Dom Luigi Villa renunciou sempre a tudo, porque já previra a tempestade que se estava abatendo sobre a Igreja, e por isso preferia ser pobre, em vez de estar ligado e envolvido em questões económico- financeiras, mas, sobretudo, para permanecer livre na ocupação do mandato que recebera do Padre Pio e de Pio XII de ajudar a Igreja a defender- se da nebulosa situação em que se encontraria sob os ataques da maçonaria eclesiástica! Por esta razão, disse “não” a dois riquíssimos americanos, que lhe ofereceram milhões pela cedência da sua revista Chiesa viva. Teve até a estranha “oferta” milionária de um advogado americano, que lhe disse estar disposto a pagar qualquer Movimento que ele pudesse fundar para aniquilar a Igreja Tradicional e fundar uma “nova” para a fazer triunfar. Dom Luigi esteve sempre activo também na sua obra sacerdotal de salvação das almas. Um caso singular aconteceu em 1957, quando teve um encontro com o grande escritor italiano Curzio Malaparte. Primeiramente associado ao fascismo e depois, no fim da sua vida, ao comunismo, Malaparte padecia de cancro numa clínica de Roma. A sua permanência era vigiada pelo famoso arruaceiro comunista Secchia, que impedia a passagem a quem não O Cardeal Giuseppe Siri, amigo de Dom Luigi Villa, foi eleito Papa em 1963 e 1978, mas, devido a ameaças da Maçonaria, teve de se retirar. O famoso escritor Curzio Malaparte, que conheceu Dom Luigi Villa, pouco antes de morrer de cancro. 12 fosse de esquerda. Tentou também impedir o ingresso de Dom Luigi Villa, mas não conseguiu. Malaparte sorriulhe e disse: «Você é um carácter. Deve lutar». De outra vez que foi visitálo, Dom Luigi Villa falou-lhe do seu projecto de fundar uma nova obra e tanto foi o entusiasmo de Malaparte que este prometeu que, se se restabelecesse, poria a sua pena ao seu serviço. A última vez em que o viu, Malaparte disse a Dom Luigi Villa que, depois de muito ter reflectido, tinha decidido oferecer-lhe a sua casa de Capri para sede da obra que queria fundar. Mas nada se fez porque, poucos dias depois, a visita a Malaparte foi blindada pelo comunista Secchia e vários comunistas da direcção do periódico Vie Nuove, que conseguiram, depois, dar-se a casa a si mesmos. (Como foi isso, Dom Luigi Villa nunca soube!) Dom Luigi Villa em Brescia Foi a grave situação em que estavam os pais que levou Dom Luigi Villa a aceitar a incardinação na Diocese de Chieti feita pelo seu Arcebispo, Mons. Giambattista Bosio, como sugerido pelo Secretário de Estado, Cardeal Tardini. Mas foi uma incardinação secretíssima, feita no gabinete do Bispo e, como testemunha, só o seu Secretário, Mons. Antonio Stoppani. Mas, Mons. Bosio, para consentir que Dom Luigi Villa ajudasse os pais, com o beneplácito de Roma, transfere Dom Luigi Villa para a Diocese de Brescia, com a aprovação do Bispo local. Em 15 de Setembro de 1962, Dom Luigi Villa abre uma “Casa de Formação”, em Codolazza de Concesio – Brescia, designada Villa Immacolata, para erigir o Instituto Obreiras de Maria Imaculada, com o apadrinhamento de Mons. Bosio. Em 1964, falece o ancião Bispo de Brescia, Mons. Giacinto Tredici, que foi substituído pelo montiniano Mons. Luigi Morstabilini. Em 12 de Dezembro de 1964, Mons. Morstabilini promete a Mons. Bosio conceder, em prazo breve, o Decreto de aprovação do Instituto; fez a mesma promessa a Dom Luigi Villa três dias depois; em Janeiro de 1965 fez-se a transferência dos documentos; em 2 de Fevereiro foram aceites por Dom Luigi Villa algumas condições restritivas sobre vocações estrangeiras; em 4 de Fevereiro, Mons. Morstabilini assegurou a Mons. Bosio que o documento de aprovação estava “garantido”; em 7 de Fevereiro, Mons. Morstabilini, em visita à paróquia de residência do Instituto de Dom Luigi Villa, não lhe concedeu a honra de uma visita; em 18 de Maio, Mons. Bosio, depois de uma conversa com Mons. Morstabilini, assegurou a Dom Luigi Villa que o Decreto de Aprovação estava, finalmente, para ser publicada em breve. O montiniano Mons. Luigi Morstabilini, Bispo de Brescia de 1964 a 1983, num retrato da Irmã Natalina, do Instituto Obreiras de Maria Imaculada. 13 Mas, em 1 de Julho de 1965, Dom Luigi Villa recebeu da Cúria de Brescia uma carta assinada pelo delegado episcopal, que o informava do parecer desfavorável da Comissão responsável pela aprovação do Instituto. Perante tanta hostilidade e duplicidade, Dom Luigi Villa comunicou a Mons. Bosio a sua intenção de se incardinar noutra diocese. O seu Bispo responde, desgostoso: «Não, não faças isso!» Mas, esta duplicidade no modo de agir, obrigou o tão paciente e bom Mons. Bosio a AGIR! «Basta – disse a Dom Luigi Villa – no fim de contas o teu Bispo sou eu. Se não compreendem a minha delicadeza e caridade irei a Roma e de lá te escrevo ». Em 4 de Dezembro de 1965, Mons. Bosio escrevia a Dom Luigi Villa: «Caríssimo Padre Villa, podes dizer às tuas filhas que a Imaculada ouviu as nossas e suas preces. Visto que em Brescia nada chega ao fim, visitei o Cardeal Pietro Palazzini…» A carta terminava assim: «… não tendo aqui, em Roma, o selo da Cúria, poderás igualmente celebrar a “fundação” no dia da Imaculada. O “Documento”, enviá-lo-ei quanto antes». Em 8 de Dezembro de 1965, Mons. Bosio enviou a Dom Luigi Villa o “Decreto” no qual se erigia canonicamente o seu Instituto Obreiras de Maria Imaculada. Em 20 de Maio de 1967, a sede do Instituto foi transferida para a cidade, Rua Galileo, 121, Brescia, onde ainda hoje se encontra. Mons. Giambattista Bosio faleceu pouco dias depois, em 25 de Maio de 1967. Fotografia da sede do Instituo Obreiras de Maria Imaculada e da Editora Civiltà, na Via G. Galilei 121 – Brescia, que foi publicada durante anos em Chiesa viva. 14 Dom Luigi Villa não tinha conhecimento de nenhuma doença ou outro problema de saúde que pudesse fazer pensar na morte iminente do seu Bispo. Poucas semanas antes da sua morte, o próprio Mons. Bosio lhe tinha dito: «Quando me aposentar, virei viver contigo, no teu Instituto». As próprias Irmãs do Instituto andavam alegres, ao pensarem que iam ter consigo um personagem tão famoso e importante. Quando morre Mons. Bosio, Dom Luigi Villa encontrava-se no estrangeiro e, no seu regresso, dirigiu-se imediatamente a Chieti para orar no seu túmulo. O novo Bispo de Chieti e, assim, superior directo de Dom Luigi Villa, foi Mons. Loris Capovilla, homem que fora de confiança do Bispo de Pádua, Mons. Girolano Bortignon, um dos piores inimigos do Padre Pio, ex-secretário pessoal de João XXIII e exsecretário pessoal de Paulo VI, de 1963 a 1967. Dom Luigi teve uma conversa com ele, na qual o Bispo, mais do que tratar da questão da sua incardinação, durante mais de uma hora tentou convencê- lo a não escrever mais artigos contra o comunismo, pois que – dizia – o comunismo soviético vencerá e deverá chegar-se a um acordo com Moscovo! Com a morte de Mons. Bosio, Dom Luigi Villa ficou entre a espada e a parede: de um lado, o ex-secretário pessoal de Paulo VI, Mons. Capovilla; do outro, o montiniano Bispo de Brescia, Mons. Morstabilini. Mons. Capovilla desejava que Dom Luigi Villa se incardinasse em Brescia, ao passo que Mons. Morstabilini insistia para que Dom Luigi Villa permanecesse incardinado em Chieti e continuasse a sua obra em Brescia, reafirmando a sua confiança, estima e benevolência e aconselhando-o a “deixar amadurecer os tempos”. Em 4 de Fevereiro de 1968, Dom Luigi Villa escreve ao Vigário Geral de Brescia, Mons. Pietro Gazzoli, lamentando- se da “pouca compreensão e integridade” e da duplicidade de Mons. Morstabilini, enviando dois documentos que atestavam a sua má-fé: 1. Uma carta de Mons. Morstabilini a Mons. Bosio (escrita depois do Decreto de aprovação de Roma de 8 de Dezembro de 1965), na qual se desculpava por não lhe ter dado tal “Decreto”, sendo esta a sua intenção, e culpava a Comissão de Cúria de o ter impedido. 2. Outra carta de Mons. Morstabilini para um pároco de Bérgamo, na Mons. Loris Capovilla, secretário pessoal de João XXIII e, a seguir, de Paulo VI até 1967, quando foi nomeado Bispo de Chieti, depois da morte de Mons. Bosio, sendo deste modo superior directo de Dom Luigi Villa. 15 qual o Bispo afirmava exactamente o contrário; embora reconhecendo que Dom Luigi Villa recebera um Decreto de aprovação do seu Instituto, disse que, se dependesse de si, tal Decreto nunca lhe teria sido concedido. Em 3 de Setembro de 1968, Dom Luigi Villa recebeu um “ultimato” do Vigário Geral de Chieti, Mons. F. Marinis, pelo qual era intimado a incardinar- se em Brescia até ao fim do ano. Em 15 de Dezembro de 1968, Dom Luigi Villa escreve uma carta ao Cardeal Pietro Palazzini para o pôr ao corrente de todas estas manobras, que pretendiam “incardinar” o Instituto que tinha fundado havia pouco tempo. Estes são alguns exemplos do modo de agir dos “inimigos” de Dom Luigi Villa: inimigos que nunca o enfrentaram lealmente e em campo aberto, mas que agiram sempre pelas costas, com dubiez, atingindo-o por todos os meios, incluso, como veremos, tentativa de assassínio. Início da “Via Sacra” Os tempos de bom acolhimento nos ambientes vaticanos, no último período de Pio XXI, tinham-se desvanecido; agora, iniciavam-se os tempos de isolamento e de perseguição. Atitude de Paulo VI que denota a sua incapacidade de ser contrariado. O Angélico Santo Padre Pio XII. 16 A quase predilecta ligação com Pio XII, bruscamente, transformou-se em política letal: «ignorai-o e fazei-o ignorar »! Eis dois factos que ilustram estes dois diversos comportamentos. Um dia, Dom Luigi Villa pediu e obteve rapidamente uma audiência com o Santo Padre, o Angélico Pio XII. Esta teve lugar numa sala grandiosa, cheia de pessoas. Mandado chamar Dom Luigi Villa e estando frente ao Papa, depois de breve troca de palavras, Pio XII tomou-lhe as mãos nas suas e abraçou-o diante de todos, como a significar a sua predilecção por aquele Sacerdote ao qual, em segredo, tinha confiado um missão grave que nunca foi confiada a outro Sacerdote. Pelo contrário, anos depois, como foi diferente o encontro de Dom Luigi Villa com Paulo VI. Em 14 de Junho de 1971, uma Religiosa do seu Instituto Obreiras de Maria Imaculada, Irmã Natalina Ghirardelli, foi recebida em audiência privada por Paulo VI, o qual queria agradecer-lhe o seu retrato que a Irmã-pintora tinha feito e fora oferecido ao Papa, por ocasião do 50º aniversário do seu Sacerdócio (1970). Dom Luigi Villa acompanhou a Roma a Irmã Natalina na qualidade de seu Padre Superior. À entrada do salão de recepções, no meio do qual se sentava o Papa, Dom Luigi Villa notou que Paulo VI mirou a Irmã-pintora com olhar embevecido e continuou a mirá-la, apertando- lhe as mãos nas suas durante todo o tempo de audiência. Dom Luigi Villa, ao lado da Irmã, não foi digno de um olhar de Paulo VI, nem por um instante. Como Dom Luigi Villa fez o gesto de oferecer ao Papa alguns dos seus livros, Paulo VI, sempre sem o olhar, fez um gesto com a mão esquerda ao seu secretário, Mons. Pasquale Macchi, que se adiantou e tomou os livros, sem que o Sacerdote pudesse dizer uma só palavra. No fim da audiência, Paulo VI abençoou a Irmã e ofereceu-lhe um Terço do Rosário, enquanto a Dom Luigi Villa deu a bolsa do Rosário, sempre sem um olhar. E continuou sem o olhar, nem mesmo quando, juntamente com a sua Irmã, se dirigiu para a saída. Naquela ocasião, Dom Luigi compreendeu que aquele gesto de Paulo VI para consigo, era como o sinal de início da sua “Via Sacra”. Como, de facto, aconteceu! A Revista “Chiesa viva” Para compreender o combate que Padre Pio lhe cometera, Dom Luigi Villa servia-se de uma Revista, livre de pressões ou supressões eclesiásticas. Retrato de Paulo VI, pintado pela Irmã Natalina do Instituto Obreiras de Maria Imaculada, fundado por Dom Luigi Villa. 17 Mons. Bosio sugeriu-lhe a inscrição na Ordem dos Jornalistas e que fundasse uma revista sua pessoal, de modo que a Autoridade eclesiástica não pudesse, de algum modo, provocar o seu encerramento. Dom Luigi Villa, então, inscreveu-se na Ordem Nacional dos Jornalistas, com o cartão nº 0055992. Naquele tempo, tinha já no seu activo uma trintena de publicações (teológicas, ascéticas, literárias, políticas), além de um milhar de artigos já publicados em revistas e jornais. Em 1971, Dom Luigi Villa fundou a sua revista Chiesa viva, com correspondentes e colaboradores em todos os continentes. O primeiro número saiu com data de Setembro de 1971. Poucos meses depois, em 14 de Dezembro de 1971, em Viena, Dom Luigi teve um encontro pessoal com o Cardeal Joseph Mindszenty, o qual, após ser humilhado e degradado por Paulo VI, por não ter querido estender a mão ao comunismo, tinha saído de Roma. O Cardeal leu o primeiro número de Chiesa viva e ficou tão entusiasmado que assinou a cópia que lera e, no fim do encontro, depois de duas horas e meia da sua apaixonada e esclarecedora conversa, disse a Dom Luigi Villa: «Creia: Paulo VI entregou ao comunismo países Cristão completos!» Em 24 de Setembro de 1971, o Messaggero Abruzzo continha um artigo com o título O Arcebispo (Capovilla) vai para a Reforma. Tinham desaparecido cerca de cem milhões de liras da caixa da Diocese e Mons. Capovilla insinuara publicamente que a culpa era atribuída ao Bispo anterior, Mons. Giambattista Bosio. Então, o Prefeito e o Chefe dos Carabineiros comunicaram a Paulo VI que, se no prazo de três dias Mons. Capovilla não fosse removido da Dio- Cardeal Mártir Joseph Midszenty, degradado por Paulo VI, porque não quis estender a mão ao Comunismo, abandonou Roma por Viena, onde teve um encontro com Dom Luigi Villa. O primeiro número de Chiesa viva, de Setembro de 1971, lido e assinado, para aprovação, pelo Cardeal Joseph Midszenty. 18 cese de Chieti, seria incriminado e levado para a prisão. Assim, Mons. Capovilla foi transferido para Loreto. Mas a guerra a Dom Luigi Villa continuava. Foi o Pro-secretário de Estado de Paulo VI, o mação Mons. Giovanni Benelli, que cunhou oficialmente a nova estratégia de guerra contra Dom Luigi Villa. Nas reuniões com os seus colaboradores, falando de Dom Luigi, Benelli dizia: «É preciso calar aquele Dom Villa »! Mas, quando alguém objectava: «Eminência, é preciso demonstrar que está errado», o Cardeal, irritado, respondia: «Então, ignorai-o e fazeio ignorar!» Mas isto não bastava; a voz de Dom Luigi Villa era a sua Revista Chiesa viva e esta “voz” tinha de ser reduzida ao silêncio. Se a Revista não foi atacada imediata e frontalmente, tal se deve ao facto de que o Subdirector de Chiesa viva era o famoso filósofo alemão e judeu convertido, Prof. Dietrich von Hildebrand, que Paulo VI conhecia bem e, por isso, temia. Então, começou-se pelos colaboradores teólogos que Dom Luigi Villa tinha já em actividade na Chiesa viva. Mons. Benelli escreve uma carta a cada um deles para que cessassem a colaboração com Dom Luigi, o qual soube desta intervenção da Santa Sé apenas porque um dos seus colaboradores o informou desta ordem recebida do alto. Deste modo se fez terra queimada em torno de Chiesa viva! Os inimigos de Dom Luigi Villa, com a cumplicidade daquele clero que preferia a vida tranquila ao incómodo de não se vergar à “linha de pensamento” que era sugerido ou imposta do alto, iniciaram outra estratégia: a calúnia. Foi assim que Dom Luigi Villa se tornou “patife”, “doido”, “fascista”, “anti-semita”, “fora da Igreja”, “herético”, “sacerdote de exasperante tendência conservadora e pré-conciliar”, “dilacerador da Caridade que abre caminho à difamação”, “impante de orgulhosa suposição no sentir-se detentor da verdade”… e, mais recentemente, “autor de escritos infamantes” e “digno de procedimentos punitivo”; procedimento este que, todavia, “não foi realizado só para não humilhar um padre mais que nonagenário”. Porém, Chiesa viva continuava a viver! Então, para o desmoralizar, inventaram os telefonemas em plena noite, com insultos, calúnias, imprecações, ameaças! Durante muito tempo! Dietrich von Hildebrand, nascido em Florença, em 1889 e licenciado em Filosofia em 1912, converteu-se ao Catolicismo em 1914. Foi professor universitário na Alemanha, Áustria, Suíça, França e Estados Unidos. Aceitou o cargo de Vice-director de Chiesa viva, desde 1971 até à sua morte, em 25 de Janeiro de 1977. 19 Tentativas de assassínio Mas, para calar um Sacerdote como Dom Luigi Villa, existia um único método seguro: eliminação física. De facto, a sua vida foi constelada com sete tentativas de assassínio. Cito três, brevemente: 1ª Dom Luigi Villa estava regressando de Roma a Brescia de automóvel. Pouco antes de Arezo, a estrada, do lado direito, apresenta um despenhadeiro de pelo menos 100 metros. Lembra-se de, naquele troço, ser seguido por um automóvel que, pouco depois, se colocou a seu lado, obrigando- o, pouco a pouco, a ir para a borda da estrada. Que fazer? Dom Luigi Villa viu, naquele momento, a norte à sua frente. Mas, nesse momento, apareceu um automóvel da Polícia. Dom Luigi Villa accionou a buzina para lhe chamar a atenção, mas o carro que o flanqueava acelerou e desapareceu. O Senhor salvara-o da morte certa!... Depois, Dom Luigi Villa contouo ao Cardeal Palazzini, na presença do Professor Luigi Gedda, o qual exclamou: «Mas, então, estamos em guerra!» 2ª Dom Luigi Villa estava indo, de automóvel, para casa de um sacerdote amigo, Dom Berni, Pároco de Corlanzone, perto de Lonigo (Vicenza). Saiu da portagem da auto-estrada e dirigia- se para a estrada estatal que o levaria ao destino. Imprevistamente, bloquearam-se-lhe mãos e pernas e sentiu-se paralizado. Quem lhe tinha ministrado um narcótico? Numa curva da estrada, Dom Luigi Villa, de olhos abertos, vê o automóvel ir direita um prado que ladeava um canal de seis ou sete metros de largura e de dois metros de profundidade, com água e muito lodo. Via tudo como num sonho, sem poder reagir. Os seus movimentos estavam paralisados. O seu automóvel continuava em movimento, encontrando-se a 20 poucos metros do canal… mas, a poucos centímetros da sua orla, subitamente, o motor pára. Foi um grande milagre! Poucos segundos mais e teria caído no canal e desaparecido no fundo, com o automóvel a servir de caixão. Com a repentina paragem do automóvel, Dom Luigi Villa teve como um despertar e conseguiu sair. Viu-se rodeado por bastante gente e um Bombeiro propõe levá-lo ao hospital. Dom Luigi Villa recusou, entrou no automóvel e partiu. 3ª Alguns meses depois, Dom Luigi Villa visitou um Sacerdote seu “amigo” e, após o almoço, terminado com um café, regressou a casa. Porém, durante a viagem começou a sentir-se mal; chegou a casa em tais condições de saúde que o seu médico foi chamado. Diagnóstico: envenenamento. O médico disse-lhe: «deram-lhe café envenenado?» De qualquer modo, em alguns dias o médico conseguiu fazer Dom Luigi Villa sair do perigo de morte. Após alguns anos, Dom Luigi Villa, acompanhado por um conhecido muito influente e profundo conhecedor do problema da infiltração maçónica na Igreja, assistia a um colóquio sobre a questão da Lista Pecorelli, que fora publicada em Chiesa viva alguns meses antes do tentado envenenamento. Um deles recordou as palavras do Cardeal Silvio Oddi a propósito dessa Lista. O Cardeal dissera: «É uma Cardeal Agostino Casaroli, presente na “Lista Pecorelli”, com data de inscrição de 28/9/1957, Número de matrícula 41/076 e pseudónimo CASA. Sob Paulo VI, o Cardeal Casaroli foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e principal propugnador da política montiniana de abertura ao Comunismo, dita “Ostpolitik”. João Paulo II promoveu-o ao cargo de Secretário de Estado. Capa da revista “OP”, saída em 12 de Setembro de 1978, que apresentava a “Lista Pecorelli” com o nome de 121 altos Prelados. 21 Capa da revista Chiesa viva, Nº 231, de Julho-Agosto de 1992, que publicava a “Lista Pecorelli” com uma apresentação do Magistrado Carlo Alberto Agnoli. Na apresentação, após ter evidenciado a credibilidade desta “Lista”, Agnoli escreve: «… Padre Esposito informa que, entre os protagonistas dos diálogos bilaterais entre representantes da Igreja e da Maçonaria, havidos entre 1966 e 1977, estava o salesiano Dom Vincenzo Miano, Secretário do “Secretariado para os não-crentes” e autor de um livro intitulado “Il Segretariato per i non credenti e la Massoneria”. Padre Esposito refere que Dom Vincenzo Miano participou em todos os ditos diálogos, “ilustrando a posição amadurecida na Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e do próprio Paulo VI, que seguia e encorajava estes encontros”.» 22 Página da revista “OP” que publicava a primeira parte da “Lista Pecorelli”. Apesar da publicação destas “Lista” em 1978, João Paulo II fez Cardeais a Mons. Fiorenzo Angeli e Mons. Virgilio Noé, que figuram nesse documento. 23 Página da revista “OP” que publicava a segunda parte da “Lista Pecorelli”. Em 1992, esta “Lista” voltou à ribalta da crónica judiciária devido ao crack do Banco Ambrosiano, com os pesados comprometimentos da Loja P2 de Gelli, Sindona, Calvi e Ortolani. 24 lista parcial». Outro respondeu: «A Lista Pecorelli é a lista de todos os homens do Cardeal Agostino Casarolli », acrescentando: «Casarolli é o chefe de quatro Lojas Maçónicas no Vaticano». Depois, uma frase fez-me compreender o verdadeiro significado da publicação daquela Lista pelo advogado Mino Pecorelli, membro da Loja P 2 e Director da Revista OP (Osservatore Politico), que a publicara em 12 de Setembro de 1978. Um dos dois interlocutores disse: «A Lista Pecorelli foi publicada pela própria Maçonaria para bloquear a ascensão do Cardeal Agostino Casarolli ao Papado». De facto, o discurso continuou com a alegação de que o Cardeal Casarolli era tão poderoso no Vaticano que só a Maçonaria teria podido bloqueá-lo de ser escolhido como Papa. Benelli, Casaroli, Ruini Mons. Giovanni Benelli foi, primeiro, Pró-secretário de Estado, depois, em 1977, Bispo de Florença e, repentinamente, feito Cardeal. Após a morte de Paulo VI, tinha tentado ser eleito Papa, mas foi eleito o Cardeal Siri, o qual, devido às terríveis ameaças feitas pelo mesmo Cardeal Benelli, desistiu. E assim, como solução de compromisso, foi eleito o Cardeal Luciani, com o nome de João Paulo I. Mas, 33 dias depois, João Paulo I foi morto. Foi mesmo Dom Luigi Villa a pedir ao Cardeal Palazzini que se fizesse Quando, durante o Pontificado de João Paulo II, Chiesa viva denunciou a filiação do Cardeal Casaroli na Maçonaria, o Papa João Paulo II, a quem foi apresentada a prova, respondeu: «Já sei, já sei, mas não sei quem hei-de pôr no seu lugar!» João Paulo I foi assassinado após 33 dias do seu Pontificado. Foi Dom Luigi Villa que pediu ao Cardeal Palazzini três autópsias, chamadas “visitas médicas” e que terminaram com o veredicto “assassinado”! 25 a autópsia ao Papa e, para ser mais convincente, juntando os jornais de Roma, ventilou a dúvida sobre o assassínio. O Cardeal Palazzini, então, mandou fazer três autópsias, que foram designadas “visitas médicas”. Resultado de todas foi: “Assassinato”! A publicação da Lista Pecorelli truncou a candidatura do Cardeal Casarolli; e, depois de outro encontro entre Benelli e Siri, após a morte de Luciani, foi eleito o Cardeal Karol Woytjla, o verdadeiro predestinado e predilecto da Maçonaria. Com a morte do Cardeal Giovanni Benelli, em 1982, o homem mais poderoso no Vaticano era o Cardeal Agostino Casarolli. Mas, Chiesa viva dispunha ainda de válidos e corajosos colaboradores; de facto, ao lado daqueles que abandonavam a batalha, havia ainda personalidades que, apesar da sua posição no Vaticano, se declaravam abertamente colaboradores da revista e defensores de Dom Luigi Villa. Um deles foi Mons. Nicolino Sarale, que trabalhou na Secretaria de Estado de 1978 a 1995, ano da sua morte. Mons. Sarale escreveu para Chiesa viva livros e quatro ciclos completos de Homilias para Sacerdotes e, nos últimos anos da sua vida, mantinha a rubrica Osservatorio Romano, na qual denunciava a crescente crise interna da Igreja. Mons. Sarale não era apenas colaborador, mas a “sentinela” de Dom Luigi Villa na Secretaria de Estado e escreveu longas cartas sobre as questões mais delicadas e escaldantes da Igreja. Era um homem límpido e corajoso: todos os meses recebia 50 exemplares de Chiesa viva, que distribuía até na Secretaria de Estado. Tinha a coragem de defender Dom Luigi Villa perante os outros prelados e mesmo perante o Papa. Alguns anos após a morte deste estimadíssimo amigo de Dom Luigi, juntando várias frases ditas pelo Padre e outros artigos lidos nos jornais, consegui ter uma ideia sobre a estranha morte de Mons. Sarale, que foi em 27 de Setembro de 1995. Um dia, Dom Luigi Villa contou-me uma sua visita a Mons. Sarale, o qual, falando da sua saúde, mencionou uma doença nos joelhos e certas injecções que o médico lhe dava naquelas partes do corpo. Dom Luigi obteve a embalagem das injecções e mostrou-a ao seu médico, o qual, depois de ter associado a doença de Monsenhor às injecções que lhe davam, exclamou: «Mas, estas injecções provocam o cancro!» Mons. Nicolino Sarale, da Secretaria de Estado, era o amigo mais fiel de Dom Luigi Villa e a sua “sentinela” no Vaticano. Morreu de modo estranho, em 27 de Setembro de 1995. 26 Efectivamente, Mons. Sarale morreu na sequência de uma cirurgia necessária para o salvar de um cancro, que se desenvolveu no estomago com rapidez impressionante. Após a morte de Mons. Sarale, os jornais desenvolveram o escândalo do médico de João Paulo II, o qual – dizia- se – chegara àquela posição sem nenhum concurso e que, depois do escândalo, desapareceu. Seria aquele o mesmo médico que dera as injecções nos joelhos de Mons. Nicolino Sarale? Os anos de 1990, viram, no Vaticano, a saída do Cardeal Agostino Casarolli da Secretaria de Estado, o declínio do Cardeal Ugo Poletti, Presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI) e Vigário de Sua Santidade, e a simultânea ascensão de Mons. Camillo Ruini. Os cardeais Casarolli e Poletti, ambos mações, figuram na Lista Pecorelli com data da iniciação, número de matrícula e pseudónimo. O Cardeal Casarolli era o delfim da política filo-comunista de Paulo VI, designada “Ostpolitik” e, dado o seu cargo de Secretário de Estado era, ao lado de João Paulo II, o homem mais poderoso do Vaticano e tinha, como imediato, o Cardeal Ugo Poletti, o qual tivera uma carreira fulminante sob Paulo VI, por uma razão muito particular. Logo que tomou posse como Arcebispo de Milão, Mons. Montini tomou a decisão de encerrar e transferir Il Popolo d’Italia, jornal bem consolidado e publicado na Diocese de Novara. O Arcebispo de Novara, Mons. Gilla Vincenzo Gremigni, protestou, porque tal não pertencia à jurisdição do Arcebispo Montini. Em 1 de Janeiro de 1963, seis meses antes da sua eleição ao Papado, Montini enviou ao Arcebispo de Novara uma carta com tal conteúdo que, ao lê-la, Gremigni teve um ataque cardíaco e morreu. A carta foi encontrada pelo seu Bispo Auxiliar, Mons. Ugo Poletti, o qual a guardou para si. Quando Montini se torna Papa, o fantasma do Arcebispo Gremigni segueo, na pessoa de Mons. Poletti. Em 1967, a Imprensa italiana recebe a informação de que a morte do Arcebispo Gremigni tinha algo a ver com o novo Papa. Repentinamente, Poletti teve uma série de miraculosas promoções ordenadas por Paulo VI: Bispo de Spoleto (1967), Vice-regente de Roma, isto é, o mais estreito colaborador do Cardeal Angelo Dell’Acqua (Secretário de Estado e Vigário do Papa) Mons. Ugo Poletti, Vigário Geral do Bispo de Novara, Mons. Gremigni, iniciou em 1967 uma estranha e vertiginosa carreira, ligada à morte do seu Bispo, provocada por Mons. Montini, Arcebispo de Milão. 27 (1969), Cardeal (1973), Vigário do Papa (1973), Presidente da CEI (1985). Já em 1986, Mons. Camillo Ruini se tinha tornado pupilo do Cardeal Poletti, como seu secretário na CEI, mas, poucos anos depois, em 1991, Mons. Ruini foi projectado para o topo do poder vaticano; foi nomeado, em rápida sucessão, Cardeal, Vigário do Papa e Presidente da CEI, mantendo os últimos dois títulos por muitos e, talvez, demasiados anos. Em 1991, o Cardeal Camillo Ruini tornara-se o homem mais poderoso do Vaticano. No mesmo ano de 1991, Dom Luigi Villa iniciou a publicação, em Chiesa viva, de uma longa série de artigos sobre o Movimento Neo-catecumenal, no fim da qual, em 13 de Maio de 2000, os artigos foram publicados em livro, sob o título Eresie nella dottrina neo-catecumenale, denunciando 18 heresias deste Movimento, dirigido por Francesco Argüello, dito “Kiko” e pela sua associada, ex-freira, de nome Carmen Hernandez. Decerto que estes ataques não agradaram ao Cardeal Ruini, dado que este era o próprio protector oficial do Movimento herético. Mais ameaças de morte… e um “processo” No número 248 de Chiesa viva, de Fevereiro de 1994, Dom Luigi Villa publicou um artigo sob o título “P.D.S. scopriamo le carte!”, do qual fui co-autor. Era um ataque ao comunismo e uma denúncia da sua origem maçónica, ou melhor, demonstrava que o comunismo não passa de uma versão política do programa secreto da satânica Ordem dos Iluminados da Baviera para aniquilar a Igreja Católica e a Civilização Cristã. Dom Luigi Villa quis fazer deste arti- Em 1991, Mons. Camillo Ruini torna-se “Vigário de Sua Santidade”, “Cardeal” e “Presidente da CEI”. Assim, é o homem mais poderoso do Vaticano! 28 go folhetos para distribuir nas cidades de Itália. E assim foi feito. Em 26 de Fevereiro de 1994, fez-se a distribuição na cidade de Ivrea, no Piemonte. O problema foi que, no texto, estavam mencionados dados da Lista Pecorelli, como a pertença à Maçonaria de alguns Prelados, entre os quais figurava o Bispo de Ivrea, Mons. Luigi Bettazzi. Furioso com a distribuição de prospectos na sua diocese, Mons. Bettazi declarou aos jornais que iria demandar na justiça os dois autores do folheto. Depois, mudou de ideias e processou apenas Dom Luigi Villa. Brescia foi o fermento. Muitos Padres pensaram que, finalmente, era chegada a hora de mandar calar aquele Dom Luigi Villa que, além de “insultar” Bispos como Bettazi nas recentes edições de Chiesa viva nºs 246 e 247, tinha ainda publicado um artigo fortemente crítico sobre a entrevista do Arcebispo de Milão, Cardeal Carlo Maria Martini, publicada pelo The Sunday Times, de 26 de Abril de 1993. Muitos estavam ansiosos e esperando o momento em que, finalmente, seria feita “justiça”! A data do julgamento foi marcada para 31 de Janeiro de 1995, no Tribunal de Brescia. Como se isto não bastasse, em Chiesa viva 254 e 255, de Setembro e Outubro de 1994, Dom Luigi Villa publicou outro artigo crítico sobre uma nova entrevista do Carlo Maria Martini a Le Monde e publicada em 4 de Janeiro de 1995. Em Brescia, a atmosfera fervia e fermentava. O próprio Mons. Bettazzi soprava o fogo e, com data de 30 de Novembro de 1994, escrevia a Dom Luigi Villa uma carta em tom duro, na qual, entre outras coisas, exigia uma “uma necessária e justa indemnização para reparação de danos” e afirmava estar entristecido por “continuar um contencioso desagradável”… Após a distribuição de folhetos na Diocese de Ivrea, sobre o assunto “PDS: scopriamo le carte”, Mons. Luigi Bettazzi querelou Dom Luigi Villa e desencadeou um “processo-farsa” que acabou em nada. Porquê? 29 Chega o fatídico dia de 31 de Janeiro, mas nada acontece! Os padres de Brescia não conseguiam compreender como um processo tão ansiado e dado como triunfante nos jornais pudesse ter uma saída tão imprevisível e desapontadora. Todavia, lembro-me que, pelo fim do ano de 1994, Dom Luigi Villa me pediu para dactilografar uma carta dirigida ao Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, na qual dizia que não tinha nenhuma intenção de se deixar “suicidar” e que teria uma lista com os nomes de todos os Cardeais… Inesperadamente, pouco depois, o advogado de Dom Luigi foi contactado pelo advogado de Mons. Bettazzi, porque o Bispo de Ivrea desejava ardentemente ser recebido por Dom Luigi Villa. O encontro aconteceu em 1 de Janeiro e, logo que entrou no gabinete de Dom Luigi, Mons. Bettazzi pede-lhe que consinta na retirada da queixa. A conversa durou mais de uma hora… A seguir, em carta datada de 9 de Janeiro de 1995, Mons. Bettazzi agradecia a Dom Luigi Villa tê-lo recebido e dizia “ter-se dado conta da sua boa-fé”, acrescentando a frase «… creio conveniente fazer aquilo que teria querido fazer logo, isto é, retirar a queixa…» e terminava a carta com as palavras: «E… até ao Paraíso, onde poderá finalmente verificar que, entre as minhas culpas, não existe nenhuma de ter aderido à maçonaria». Mas, Dom Luigi Villa não estava ainda no Paraíso e, assim, em 28 de Março de 1995, escreve uma carta ao Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, na qual pedia a remoção de Mons. Bettazzi da Diocese de Ivrea, listando 11 graves motivos, juntando provas da pertença do Bispo à Maçonaria e demonstrando que o obra de Capa do caderno “PDS: scopriamo le carte!”, que foi distribuído em muitas cidades do Norte de Itália. Cardeal Carlo Maria Martini, Arcebispo de Milão. 30 Mons. Bettazzi, como Presidente de Pax Christi International, estava dirigida à realização daquele plano satânico que hoje se chama “New Age”, que prevê a destruição da Igreja Católica e da Civilização Cristã. Sempre me perguntei se este processo- farsa de Mons. Bettazzi tinha algo a ver com os artigos publicados por Dom Luigi Villa sobre a entrevista do Cardeal Martini, mas o único elemento de que me recordo é que, um dia, Dom Luigi Villa me mostrou um livro no qual estava escrito que, se o Cardeal Martini se tornasse Papa, o seu Secretário de Estado, com toda a probabilidade, teria sido Mons. Luigi Bettazzi. Depois disso, durante meses, distribuíram- se folhetos nas cidades, com o caderno “P.D.S. scopriamo le carte!”, mas o resultado foi ainda receber mais ameaças de morte. A mim, chegou um postal no qual estava uma estrela de 5 pontas e uma ameaça de morte; o postal foi seguido por mais ameaças que chegaram por telefone e fax. Naquele período, na revista Chiesa viva seguiram-se, aos artigos sobre a entrevista do Cardeal Martini ao The Sunday Times e ao Le Monde, outros sobre o mesmo assunto, com ampla distribuição. Em Janeiro de 1996, saiu outro artigo crítico sobre o livro do Cardeal Martini, Israele radice santa, no qual o Cardeal encoraja os Católicos a ler o Talmude. Em 19 de Dezembro de 1998, o idoso Bispo Mons. Bruno Foresti foi substituído por Mons. Giulio Sanguineti, que foi Bispo de La Spezia-Sarzana e, anteriormente, de Savona. Mons. Sanguineti, quando ainda muito jovem, foi nomeado Vigário Geral do seu Bispo de Chiavari, Mons. Luigi Marvena, cujo nome aparece na Lista Pecorelli, com a data da iniciação em 3/6/1968, número de matrícula 441/c, pseudónimo LUMA. Em 6 de Fevereiro de 2000, Dom Luigi Villa publicou o livro Si spieghi Eminenza!, que metia em apertos o Arcebispo de Milão, Cardeal Martini, o qual, para aparar o golpe, envolveu-se com o Bispo de Brescia, Mons. Sanguineti, numa atabalhoada tentativa de defesa. O Bispo escreveu uma carta pessoal, datada de 7 de Março de 2000, ao Cardeal, contra Dom Luigi Villa. Sem provar que existisse o mínimo erro no livro, a carta denegria Dom Luigi Villa pelos seus escritos sobre Paulo VI e usava frases genéricas e ofensivas, como: “campanha difamadora”, “interpretações radicalizadas de sentido único”, “procedimentos nada civis”, “laceração da O “ruiniano” Mons. Giulio Sanguineti, Bispo de Brescia entre 1998 e 2007. 31 caridade”, “exasperante tendência conservadora e pré-conciliar”… No final, Mons. Sanguineti prometia ao Cardeal: «... empenhamo-nos em refrear o mais possível e em combater com os meios consentidos este transbordamento de orgulhosa suposição e no sentir-se detentor da verdade». Nunca soubemos se a carta devia permanecer reservada. O Cardeal publicou- a no Boletim Eclesial, tornandoa, desse modo, do domínio público e do clero milanês. Então, Mons. Sanguineti pede um encontro pessoal com Dom Luigi Villa. Durante este encontro, pois que no argumento da infiltração maçónica na Igreja houve uma referência ao Bispo, Mons. Sanguineti disparou: «Mas acredita que eu seja mação?» «Sim, certamente», respondeu Dom Luigi Villa, apresentando-lhe o facto de que ele fora Vigário Geral do Bispo mação Mons. Maverna (que foi cassado da sua diocese por intervenção de Dom Luigi Villa), e também o facto de o ter sabido de uma fonte autorizada do campo maçónico. O Bispo não reagiu, mas foi para outro aposento para acalmar a ira, voltando, depois, recomposto. Seja como for, Dom Luigi Villa recebeu uma cópia da carta, escrita pelo Bispo, da mão de um licenciado de Milão, que o informou ainda sobre a vasta difusão do livro na diocese. Esta carta mereceu a devida resposta, juntando quatro artigos de Dom Luigi Villa sobre um notável jesuíta, um famoso advogado de Direito Internacional e um Procurador-Geral junto do Tribunal de Apelação. A resposta, publicada em Chiesa viva, foi impressa também como caderno. Capa do livro “Si spieghi Eminenza!”, publicado em 2000. Capa do caderno “Risposta ad una lettera del Vescovo di Brescia”, de 2000. cismo secreto de Kiko, constituído por 373 páginas. Mons. Sanguineti, depois, cumpriu outras tarefas “itinerantes”, que o levaram às terras da América do Sul. Mons. Sanguineti, na Diocese de Brescia, será recordado ainda por outra obra. Três semanas antes de ser substituído como Bispo de Brescia, em 23 de Setembro de 2007, consagrou a primeira igreja do terceiro milénio na diocese. A igreja, que resultou num templo maçónico-satânico, surge num local encantador, no sopé da colina de Padergnone, lugar de Rodengo Saiano e é notável pela estranha forma espiral do muro exterior de pedra que a circunscreve. 32 Enfim, o golpe de graça não podia já ser atrasado. Em Outubro de 2000, Dom Luigi Villa enviou aos responsáveis da Igreja e da Companhia de Jesus um envelope com documentos respeitantes ao Cardeal Carlo Maria Martini, cuja gravidade era de pôr fim à carreira do Cardeal em Milão. Os documentos eram acompanhados por uma carta, assinada por Dom Luigi Villa e por este autor, pela qual se avisavam os destinatários que, se sucedesse algo à família de quem dera testemunho e fornecera documentos ou à minha família, o conteúdo do envelope, já em mão de dezenas de pessoas fiéis, seria entregue à Magistratura e aos Carabineiros, e o primeiro a ser indagado teria sido o Cardeal Carlo Maria Marini. *** Naquele período, Mons. Sanguineti não só se mostrou condescendente nos confrontos com o Cardeal Martini, mas também nos confrontos com o seu “Chefe responsável”, Cardeal Camillo Ruini. Muitos foram os artigos escritos em Chiesa viva contra o Movimento herético neo-catecumenal, cujo protector oficial era ele mesmo, Cardeal Camillo Ruini, o homem mais poderoso do Vaticano. Apenas transcorrido um ano como Bispo de Brescia, Mons. Sanguineti teve um encontro oficial, em 19 de Dezembro de 1999, no Palácio do Desporto de San Filippo, na cidade de Brescia, com a comunidade neocatecumenal das Dioceses da Lombardia, de Verona, Piacenza e Fidenza, no qual teceu palavras de encorajamento a este movimento herético. Poucos meses depois, em 13 de Maio de 2000, Dom Luigi Villa publicou um livro intitulado ERESIE nella dottrina neo-catecumenale, contendo as 18 principais heresias do cate- Capa do livro “ERESIE nella dottrina neocatecumenale”, no qual são denunciadas 18 heresias deste movimento herético, cujo protector oficial é o Cardeal Camillo Ruini! 33 Paulo VI beato? A Maçonaria queria o seu homem Paulo VI nos altares, e isto entrava no plano de colocar nos altares os dois Papas João XXIII e Paulo VI, a fim de que resultasse evidente a “sobrenaturalidade” do Vaticano II. Foi no decorrer da XXXV Assembleia dos Bispos italianos que o Cardeal Ruini, perante o Papa e os Bispos, anunciou a decisão de apresentar a “causa de beatificação” de Paulo VI. Em 13 de Maio de 1992, o Cardeal Ruini, Presidente da CEI e Vigário do Papa para a cidade de Roma, emitiu em édito no qual se lê: «Convidamos todos os fiéis a comunicar directamente ou a fazer chegar ao tribunal diocesano do Vicariato de Roma todas as “notícias” das quais se possa, de algum modo, arguir contra a fama de santidade do dito “Servo de Deus”.» Mas, Dom Luigi Villa queria esclarecimentos. Em 25 de Maio de 1992, telefonou a Mons. Nicolino Sarale, na Secretaria de Estado, amigo e fiel colaborador de Chiesa viva, pedindo informações sobre a decisão do Cardeal Ruini de abrir a “causa de beatificação” de Paulo VI. Pois bem, Mons. Sarale disse a Dom Luigi Villa que a decisão fora um “golpe de força” da parte do Cardeal Ruini, porque a maioria do episcopado italiano não a queria! A “causa de beatificação” prosseguiu até ao ano de 1997. Dom Luigi Villa tinha conhecimento do facto de o Cardeal Pietro Palazzini ter enviado ao Postulador da “causa de beatificação” uma carta, na qual indicava três nomes dos últimos amantes homossexuais de Paulo VI. Em 1992, o Cardeal Camillo Ruini, num “golpe de força” contra a maior parte do Episcopado italiano, anunciou a introdução da “causa da beatificação” de Paulo VI. 34 E o Cardeal Palazzini era uma autoridade neste campo, porque detentor de duas pastas de documentos que demonstravam, de modo inequívoco, o vício impuro e contra natura de Paulo VI. Então, Dom Luigi Villa escreve uma carta ao Postulador da causa, referindo tudo quanto lhe transmitira o Cardeal Palazzini. O livro Paolo VI beato? Sai em Fevereiro de 1998 e prezo-me de ter organizado a expedição das primeiras 5.000 cópias. Papa, Cardeais, Bispos e milhares de sacerdotes italianos receberam, em devido tempo, um exemplar deste livro. De Roma, alguém referiu que o Vigário do Papa, Cardeal Ruini, se enfurecera e procurava saber quem financiara Dom Luigi Villa na impressão de todos aqueles livros e no envio, gratuito, a milhares de membros do clero italiano. Quando mencionei este telefonema, Dom Luigi Villa, sorrindo, disse: «É preciso responder ao Vigário de Sua Santidade que os financiadores são três Pesssoas e os nomes são: Pai, Filho e Espírito Santo». As reacções ao livro foram violentas e, dado que era o remetente, tive a minha parte desta reacção irracional e furibunda. Até recebemos, devolvidas, diversas cópias do livro com as páginas todas rasgadas e contendo frases e insultos, escritos com marcador preto, de fazer empalidecer mesmo os ímpios mais calejados. Conservei alguns destes exemplares, mas os mais vulgares, Dom Luigi Villa decidiu destruí-los. A Diocese de Brescia estava em alvoroço. O Bispo, Mons. Bruno Foresti, prometeu ao clero bresciano que seria escrito um livro para refutar o de Dom Luigi Villa. Depois de doze anos daquela promessa, ainda nada se vê no horizonte! A batalha leal e em campo aberto parece não ser um modo conveniente de combater um Sacerdote como Dom Luigi Villa! O resultado do livro foi evidente: bloqueou a “causa de beatificação” de Paulo VI. Ninguém apareceu a refutar a avalanche de “factos”, “citações”, “documentos” e “fotografias” apresentados no livro, que justiçava um Papa que tinha perjurado, em acções do seu Pontificado, o contrário de quanto tinha prometido fazer, em solene juramento, no dia da sua coroação. O montiniano Mons. Bruno Foresti, Bispo de Brescia, entre 1983 e 1998. 35 O livro “Paulo VI beato?” foi consequência da rejeição, por parte do Postulador da “causa de beatificação” de Paulo VI, de tomar na devida consideração o “facto” do vício impuro e contra-natura de Paulo VI. 36 João Paulo II em Brescia Mas havia quem não aceitasse a capitulação! A única solução, sem entrar no mérito dos argumentados sustentados por Dom Luigi Villa, era lançar em campo todo o peso da Autoridade Papal! Só uma visita do Papa a Brescia poderia resolver a sorte da “causa da beatificação” de Paulo VI. E, assim, foi anunciada a visita a Brescia de João Paulo II, nos dias 19-20 de Setembro de 1998. A ocasião era a data da beatificação do bresciano Giuseppe Tovini, à qual estava disfarçadamente associada a “causa da beatificação” de Paulo VI. Mas, Dom Luigi Villa não perde o ânimo e, em 15 de Agosto de 1998, escreve uma longa carta ao Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, na qual pedia explicitamente para que fosse anulada a visita do Papa a Brescia. A razão era a difusão atingida pelo livro Paolo VI beato? e as cartas entusiásticas que lhe eram enviadas por personalidades influentes do mundo da magistratura e da cultura. Mas, a razão mais grave, era o dano que a Igreja teria sofrido de uma atitude papal hostil, desacautelada dos factos inquietantes e da crua realidade relatada e demonstrada no livro de Dom Luigi Villa. Na carta, Dom Luigi Villa reconhecia o tom forte do seu livro e a dificuldade de um clero não habituado a essa linguagem, mas declarava que esta era só a “violência do amor” pela Igreja e que esta “violência” era um dever quando estavam em jogo os altíssimos valores da Fé: «Quem ama verdadeiramente a Igreja não pode deixar de levantar a voz quando a vê em decomposição. Pelo contrário, seria velhacaria preferir o silêncio ao protesto! Como é velhacaria a falta de coragem e de sensibilidade em não apoiar os que combatem, na primeira linha, a Boa Batalha pela Fé! «Por isso, o meu livro é desaconselhável aos que têm pouco amor à Verdade, a quem está inquinado de superficialidade, a quem se ilude ao contentar- se por detrás do pára-vento de um equívoco “Queremo-vos bem!” «Do meu lado, por conseguinte, só a “coragem” de quem se sabe livre (A verdade vos libertará, Jo. 8, 32) por ser verdadeiramente responsável. Decerto, hoje a coragem é um trabalho duro! Todavia, é essencial, até um risco que se deve correr! Se Cristo não tivesse a “coragem” de falar claro e mesmo de açoitar os adversários (fariseus, escribas, doutores da lei, sumos sacerdotes!) teria morrido, ELE, na cama!» E prosseguia: «Eminência, Jesus reprovou- os, por conseguinte, pela sua grave infidelidade no âmbito pastoral. E reprovou-lhes a “tolerância” daninha que tinham em relação a alguns perturbadores da fé, deixando-os ope- Cardeal Angelo Sodano, ex-Secretário de Estado de João Paulo II. 37 O livro “Paolo VI processo a un Papa?” é a continuação do precedente “Paolo VI... beato?”, depois da tentativa do Vaticano de continuar a “causa de beatificação” de Paulo VI com a visita de João Paulo II a Brescia, em 1998. 38 rar imperturbáveis, pelo que se tornaram co-responsáveis daqueles erros que desviavam os fiéis do recto caminho. «Ora, não é esta a história de Paulo VI? Porventura não deixou Paulo VI livre curso a todos os progressistas, mais ou menos heréticos, deixandoos erradicar a fé até aos fundamentos? «E, assim, a Igreja de hoje parece ter queimado, dentro de si, até mesmo os vestígios da sua Civilização Cristã! O envelope atrás mencionado, com o livro, tentou levantar a máscara para guardar dentro o espelho da verdade! Porque ninguém tem o direito de fechar os olhos ao que aconteceu na Igreja por culpa de um Papa, que agora se quer colocar nos altares!» E ainda: «Por isso, Eminência, repito: como poderá o Papa (João Paulo II), fazer ainda a apologia, seja de pura retórica académica, de um Paulo VI, depois do que escrevi e “documentei” sobre ele, e depois da carta que enviei a todo o episcopado italiano – já há uns meses – na qual mostrava a “foto de Paulo VI” com a sua mão esquerda apresentando, bem marcada, a “estrela de cinco pontas”, ou “Pentalfa maçónico” tal como estava esculpida no “primeiro painel” original que figurava na Porta de Bronze da Basílica de São Pedro, em Roma, e como é mostrada até no caderno especial do Osservatore Romano de 25 de Setembro?» A carta terminava com estas palavras: «Na esperança firme e sobrenatural de que este meu consciente “pedido” seja acolhido benignamente por Vossa Eminência, pelo amor que tenho à Santa Igreja, minha Mãe, peço que aceite o meu sacerdotal respeito em C.J. et M.». Mas o pedido não foi acolhido e João Paulo II dirigiu-se a Brescia para reerguer a sorte da “causa da beatificação” de Paulo VI. Então, Dom Luigi Villa, cerca de um ano depois, em Dezembro de 1999, publicou um segundo livro sobre Paulo VI, sob o título “Paolo VI, processo a un Papa?”, que era, simplesmente, a continuação do primeiro livro. Este novo livro foi enviado ao Papa, aos Cardeais, aos Bispos e a grande parte do clero italiano. A reacção, desta vez, foi muito mais moderada. Um monumento maçónico a Paulo VI Não era a primeira vez que a Maçonaria usava todo o peso da Autoridade de um Papa para esmagar a verdade “demonstrada” e para impor e forçar um rumo, ou para vencer a hostilidade de um povo inteiro. Isto aconteceu mesmo em 1984, quando o secretário pessoal de Paulo VI, o mação Pasquale Macchi decide erigir um monumento a Paulo VI, na praceta do Santuário da Beata Virgem Coroada, no Sacro Monte de Varese. A população não queria saber deste monumento, mas a visita de João Paulo II, em 1984, foi determinante para calar a oposição. O monumento, notável pela estranheza de ter uma ovelha com cinco patas, foi inaugurado em 24 de Maio de 1986, na presença do mação Exmº Giulio Andreotti, do mação Secretário de Estado, Cardeal Agostino Casaroli e do mação Mons. Pasquale Macchi, secretário pessoal de Paulo VI, cujo nome está presente na Lista Pecorelli juntamente com o do Cardeal Casaroli. Em Novembro de 2000, publicou-se o livro “A Paolo VI un monumento massonico”, no qual se demonstra que a Maçonaria, naquela escultura, tinha exaltado o homem Paulo VI como “Chefe Supremo da Maçonaria” 39 O livro “La ‘Nuova Chiesa’ di Paolo VI”, terceiro de Dom Luigi Villa sobre Paulo VI, salienta os pontos de força da viragem eclesiástica que continua ainda a desmantelar a Tradição – quase com obsessão homicida – a fim de que esta não possa mais regenerar-se. 40 e como “Pontífice Judeu” e o tinha glorificado pelos seus “três actos de Justiça” maçónica, isto é, ter traído Cristo, a Igreja e a História do povo Cristão. O livro de Dom Luigi Villa, “Paolo VI beato?”, saído doze anos depois da inauguração do monumento, termina com estra frase: «Um Paulo VI, isto é, que traiu Cristo, a Igreja, a História». A Maçonaria tinha “esculpido” estas “traições” no bronze desse lúgubre monumento; Dom Luigi Villa, pelo contrário, tinha “esculpido” um tratado histórico-teológico de 284 páginas. Mas, o discurso sobre Paulo VI não estava ainda concluído e, assim, em 31 de Janeiro de 2003, saiu o terceiro livro de Dom Luigi Villa “La ‘nuova chiesa’ di Paolo VI”, com 380 páginas e enviado aos superiores da Igreja e a uma parte do clero italiano. O conteúdo do livro era devastador e a reacção foi… um silêncio de túmulo! O típico silêncio que torna secreta a política de “pôr todos calados”! Mas, nem todos se calaram. Um dia, Dom Luigi Villa disse-me: «Ontem à tarde recebi um telefonema anónimo. Uma voz disse-me: “Quando estiveres morto, colocaremos Paulo VI nos altares”.» Rimo-nos disso, perguntando se aquilo era uma manifestação de poder ou, ao contrário, o seu próprio oposto. O Templo satânico dedicado a Padre Pio Em Outubro de 1988, Dom Luigi Villa mostrou-me uma página da revista Luoghi dell’infinito, de Setembro de 1998, que apresentava o desenho da cruz que o escultor Arnaldo Pomodoro projectava construir para a nova igreja de Renzo Piano, dedicada ao Padre Pio, em San Giovanni Rotondo. Tinha-o enviado um seu conhecido, que, entre outras coisas, lhe salientara certos estranhos símbolos nos braços da cruz e que se assemelhavam a martelos e colheres de pedreiro. Comecei a analisar aquela estranha cruz. Um mês depois, disse a Dom Luigi Villa: «Nas partes inferiores e laterais dos braços desta cruz estão representados os três brasões dos graus 11º, 22º e 33º da Maçonaria de Rito Escocês Antigo e Aceite; além disso, na parte central está representado o avental maçónico e no lado superior está representado Lúcifer, em diversos modos». Depois, acrescentei: «O significado de todos estes símbolos é o Culto do Falo, o Culto do Homem e o Culto de Lúcifer. Isto simboliza a Maçonaria de Rito Escocês Antigo e Aceite, geralmente representada por duas “es- Capa do livro “A Paolo VI un monumento massonico”. 41 trelas de cinco pontas”, uma com ponta para cima; outra com ponta para baixo». A direcção do projecto desta “nova igreja” estava nas mãos do famoso arquitecto Renzo Piano, mas a responsabilidade do projecto era da Pontifícia Comissão dos Bens Culturais da Igreja, cujo presidente era Mons. Francesco Marchisano, sendo Mons. Crispino Valenziano o responsável litúrgico e teológico da “nova igreja”, o qual dava instruções a Piano para que “o projecto tivesse expressividade”. Mons. Marchisano era um antigo conhecimento de Dom Luigi Villa. De facto, já o tinha denunciado como mação no nº 109 de Chiesa viva, de Junho de 1981, com todos os dados da sua matrícula maçónica. Todavia, a sua carreira prosseguiu imperturbável até à sua nomeação para os cargos de Vigário Geral para o Estado da Cidade do Vaticano e Presidente da Fábrica de São Pedro, conferidos por João Paulo II. Em Setembro de 2002, Dom Luigi Villa responde com o caderno “Uma nomeação escândalo”, na qual incluía três cartas de Mons. Marchisano ao Venerável Grão Mestre da Maçonaria Italiana, escrevendo numa delas: «Ilustre e Venerável Grão- Mestre, com grande alegria recebi, por intermédio de F. MAPA (Mons. Pasquale Macchi, secretário pessoal de Paulo VI – N.R.), o delicado encargo que me confiastes: organizar, Caderno “Una nomina scandalo!”. 1.a Carta 23 de Maio de 1961 Ilustre e Venerável Grão-Mestre: Com muita alegria recebi, por intermédio do I. MAPA, o Vosso delicado encargo de organizar silenciosamente em todo o Piemonte e na Lombardia a desagregação do estudo e da disciplina nos Seminários. Não escondo que a tarefa é desmedida e ocorrem-me muitos colaboradores especialmente junto do corpo docente e que Vós me deveis indicar, para que eu os contacte quanto antes e juntos estudemos a táctica. Reservo comunicação mais detalhada após encontro e entrevista pessoal com MAPA. Entretanto, queira aceitar a minha devotada saudação Frama Ao Ven. G. Mestre del G. O. (em mão) 42 2.a Carta 12 de Setembro de 1961 Ilustre e Venerável Grão-Mestre: Depois de ter contactado e entrevistado várias vezes os II. Pelmi e Bifra, voltei a MAPA para apresentar um primeiro plano de trabalho. Ele aconselha começar com a desagregação dos programas de estudo, insistindo junto dos nossos fiéis docentes porque, com argumentos de nova pseudo-teologia e pseudo-filosofia, lançamos a semente nos alunos, hoje sedentos de novidades. Deste modo, a desagregação disciplinar será um simples consequência que virá espontaneamente, sem que nós nos preocupemos: disso tratarão os próprios alunos. É, portanto, indispensável que Vós pagueis bem a estes docentes, dos quais já tenho a lista. Serei diligente na vigilância e Vos relatarei tudo fielmente. Com a mais devota e cordial saudação Frama Ao G. Mestre - Palazzo Giustiniani (em mão) 3.a Carta 14 de Outubro de 19.. Ilustre e Venerável G. Mestre: Na reunião de ontem à tarde, presentes os II. Pelmi, Mapa, Bifra, Salma, Buan, Algo e Vino, pude concluir quanto segue: – antes de tudo, deviam iniciar-se as experiências em alguns seminários de Itália, com o de Trento e de Turim, ou então no de Udine, onde temos um belo número de II.; – em segundo lugar, é preciso difundir, em todos os seminários, o nosso conceito de liberdade e dignidade da pessoas humana, sem nenhuma demora nem da parte dos superiores, nem da parte de alguma lei. É necessária uma preparação minuciosa. Neste ponto, urge uma reunião com todos Vós, para decidir como agir e a quem confiar as várias tarefas. Com a minha devotada saudação Frama Ao Grão-Mestre - Palazzo Giustiniani (em mão) 1 3 2 43 silenciosamente, em todo o Piemonte e Lombardia, a desagregação dos estudos e da disciplina nos seminários… » Foram distribuídas milhares e milhares de cópias do caderno e certas personalidades do Vaticano vieram a Brescia comprar algumas, enquanto outros, em Roma, tratavam o seu malestar e desespero. Mas parecia que ninguém podia travar a ascensão irresistível deste Prelado mação. Só lhe faltava a nomeação a Cardeal; na lista dos Cardeais papabili do Consistório, previsto para 21 de Outubro de 2003, o seu nome não aparecia no elenco. Pensávamos que a razão fosse a publicação e vasta distribuição do caderno “Una nomina scandalo”, no qual se demonstrava, de modo definitivo, a pertença de Mons. Marchisano à Maçonaria. Mas, três dias antes da data da leitura, pelo Papa, dos nomes do Consistório (28 de Setembro de 2003), estava eu no gabinete de Dom Luigi Villa, quando tocou o telefone. O Padre pega no telefone, ouve, pousa-o e diz: «Sabe o que me disseram? Mons. Marchisano estará na lista de Cardeais! » Três dias depois, na TV, todos viram João Paulo II lendo a lista de nomes dos futuros Cardeais, quando, com um gesto, afastou a mão do seu secretário pessoal que tinha um folheto que depôs na estante. De nada serviu o ímpeto de irritação do Papa… Pouco depois, leu mesmo o nome: Mons. Francesco Marchisano. Em 1 de Julho de 2004, a “nova igreja” de Sam Giovanni Rotondo, dedicada a Santo Padre Pio, foi inaugurada. Em 20 de Fevereiro de 2006, saiu o número especial de Chiesa viva 381, com o título: “Una ‘nuova chiesa’ a San Padre Pio – Tempio massonico?”, que demonstrava a natureza maçónica dos símbolos distribuídos por toda a parte do templo, e que o seu significado “unitário” era a glorificação da Maçonaria e do seu “deus” Lúcifer, com horríveis insultos a Nosso Senhor Jesus Cristo e à SSmª Trindade. A simbologia maçónica do Tabernáculo exprime a substituição de “Jesus Redentor” por “Lúcifer redentor” do homem, enquanto na cruz de pedra exprime a substituição de “Jesus Cristo Rei do Universo” por “Lúcifer rei do universo”. Mas, o insulto mais grave é o dirigido à SSmª Trindade, expulsa e substituída pela blasfema e satânica “Tríplice Trindade” maçónica. Pela primeira vez na História era publicada uma representação geométrica da “Tríplice Trindade” maçónica, segredo mais zelosamente guardado pela Maçonaria! Quando Dom Luigi Villa viu este estudo disse que, certamente, o Papa não teria podido ignorá-lo, porque os significados ocultos deste templo satânico eram de tal modo graves e inquietantes que, manter o silêncio sobre semelhante denúncia seria absolutamente impensável. Mas não foi assim! Dois meses depois, contudo, alguma coisa se move: cerca de 150 Prelados, juntos com o ex-Secretário de Estado, Cardeal Angelo Sodano, dirigiram- se a San Giovanni Rotondo, por ocasião do 50º aniversário da fundação da Casa Alívio do Sofrimento e ali ficaram uma semana inteira (de 1 a 7 de Maio de 2006). Como referiu, depois, um dos presentes: «Estes Prelados, durante uma semana inteira – e sei-o porque participei nas reuniões, de tarde e de noite – estudaram o vosso Número Especial sobre o Templo satânico de Padre Pio». 44 O Número Especial de Chiesa viva nº 381, sobre o Templo satânico de San Giovanni Rotondo, dedicado a Santo Padre Pio, sai em 20 de Fevereiro de 2006. O significado oculto dos símbolos marcados em toda esta “nova igreja” é a glorificação da Maçonaria e do seu “deus” Lúcifer, com horríveis insultos a Nosso Senhor Jesus Cristo e à SSmª Trindade. A simbologia maçónica do Tabernáculo exprime a substituição de “Jesus Redentor” por “Lúcifer redentor” do homem, enquanto na cruz de pedra exprime a substituição de “Jesus Cristo Rei do Universo” por “Lúcifer rei do universo”. Mas, o insulto mais grave, é dirigido à SSmª Trindade, expulsa e substituída pela blasfema e satânica “Tríplice Trindade” maçónica. 45 Ao que eu, admirado, respondi: «E qual o resultado?» «Não conseguiram refutá-lo!» «E então?», insisti. Ele: «Decidiram reduzir todos ao silêncio!» Porém, a notícia era de tal modo explosiva que alguns jornais e revistas italianas publicaram o escândalo, mas ao apelo faltou a Imprensa de “referência” e as televisões nacionais. O facto não preocupou muito, seja porque estávamos habituados a esta política de “reduzir todos ao silêncio”, seja porque, tendo sido insultados Nosso Senhor Jesus Cristo e a SSmª Trindade, ninguém podia pretender pôr uma mordaça nas três Pessoas Omnipotentes e directamente interessadas na questão. A edição sobre o estudo do Templo satânico em língua italiana foi seguida das edições alemã, inglesa, francesa, espanhola e, agora, a polaca. Ainda que lentamente, o horror deste Templo satânico difundia-se em Itália e no estrangeiro, e o fluxo de peregrinos que, no passado, nunca tinha mostrado apreciar aquela estranha construção, reduzia-se continuamente, com a consequente diminuição do fluxo das ofertas. A impossibilidade de refutar o estudo de conteúdos tão inquietantes e a crescente atenção da parte do público nacional e internacional, dia a dia em aumento, impunha uma “resposta” que não entrasse em suposições, mas no mérito dos argumentos levantados pela tese demonstrada. Até aquele momento, a política imposta pelo poder limitava-se à frase “reduziremos todos ao silêncio”… Mas, o significado destas palavras, além do blackout dos meios de comunicação, podia assumir ainda outros significados. Outra tentativa... de assassínio Alguns meses após a publicação do estudo sobe o Templo satânico dedicado a Padre Pio, deveria acompanhar Dom Luigi Villa a um seu “amigo” padre, mas, por um contratempo, não pude fazê-lo, e fui substituído por um nosso antigo colaborador. O encontro com o sacerdote foi breve, mas caracterizado por uma situação embaraçosa dos presentes, para os quais, a incompreensível agitação, a tensão e o estranho comportamento do padre visitado foi tão opressiva que, depois de ter servido biscoitos, chocolates e chá, julgado “desagradável” pela única pessoa que o bebeu, os dois visitantes despediram-se e saí46 ram. Dom Luigi Villa não bebera nem provara nada, e as honras da casa foram feitas apenas pelo seu antigo motorista. Entrados no automóvel, Dom Luigi pede ao motorista que se dirija a um advogado seu amigo que residia na vizinhança e, poucos minutos depois, estavam sentados na sua sala. Enquanto Dom Luigi Villa e o advogado conversavam, o motorista começou a sentir-se estranho: via como através de um vidro partido que se movia e, pouco a pouco, sentia não conseguir mais mexer as pernas, os pés, os braços e as mãos. Respirou profundamente, para tentar superar essas sensações, mas, em dada altura, deitaram-no no divã da sala e observaram- no com preocupação. O motorista não perdeu nunca o conhecimento, mas continuava a ver de modo fragmentado e com os membros superiores e inferiores paralisados. Após um quarto de hora sentiu-se melhor, levantou-se e disse estar em condições de guiar. Que teria sucedido se os dois não tivessem ido ao advogado? Teriam percorrido vários quilómetros numa estrada estreita, ladeada por grandes árvores de ambos os lados, além de que havia, de um lado, um rio; do outro, uma vala de água. Além disso, a estrada é sempre percorrida por carros pesados. E que poderia ter acontecido se o motorista se encontrasse na condução do veículo, em vez de comodamente sentado na cadeira de uma sala? Quando duas pessoas, que totalizam mais de cento e sessenta anos, têm um desastre na estrada, os jornais não poderiam fazer mais do que dizer que incidentes acontecem mesmo a pessoas mais jovens. Ademais, que suspeita poderia existir ao saber-se que os dois “infortunados” tinham saído de uma casa na qual habita uma família que conhece o ancião sacerdote há dezenas de anos? Bento XVI e o Templo satânico de San Giovanni Rotondo As consequências do estudo sobre o Templo satânico de San Giovanni Rotondo eram, dia a dia, mais embaraçosas. Acresce que, como acontecido no passado, para tentar “reduzir todos ao silêncio” recorre-se à única e estafada solução de pôr em campo todo o peso da Autoridade. Em 18 de Março de 2007, o Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, com um cerrado séquito de Bispos, dirigiu-se a San Giovanni Rotondo para uma concelebração no Templo satânico. Nos números 395 e 396 de Chiesa viva, de Junho e Julho-Agosto de 2007, relatou-se o facto com um arti- Cardeal Camillo Ruini. 47 O Cardeal Ruini mação? Afirmou-o Mons. Pintus, no início de Fevereiro de 1992: «Ruini é mação, eis a prova». A “prova” é o relatório do exame feito e superado pelo Vigário do Papa para se tornar “Mestre secreto do Quarto Grau”. «Na primeira página do relatório, sobressai “Grand’Oriente d’Italia”, sobrepujado e flanqueado por três complicados símbolos: uma estrela judaica inscrita numa coroa mostrando quatro cabeças (uma de bode). “Loja de Perfeição Mestre Secreto”, lê-se mais em baixo e, ao lado, sob o nome Camillo Ruini, uma assinatura garatujada apressadamente e repetida em cada página». Mons. Pintus insiste ter recebido o relatório de um “arrependido” sério e afirma: «mandei imediatamente o documento original para fora de Itália, por segurança…» Depois, afirma ter recebido dois telefonemas: um, do Cardeal Ratzinger, Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé; outro, do Papa. Os secretários do cardeal e do Papa desmentiram; o porta-voz do Cardeal Ruini, Mons. Virgilio Levi, definiu o documento «notoriamente, totalmente falso, ridículo e indecoroso». O Padre Rosario Esposito declarou: «Mons. Pintus é um rapazinho sempre em busca de notoriedade», e «as acusações a Ruini são só disparates… » Consideremos. 1. P. Rosario Esposito, antes de se tornar membro ad honorem da Maçonaria, tinha declarado. «Sou mação até ao fundo do coração e do espírito…» 2. Mons. Virgilio Levi está na Lista Pecorelli” com os dados: 4/7/1958; 241/3; LEVI 3. O Cardeal Ratzinger, depois da morte de Paulo VI, recebeu uma carta de Dom Luigi Villa na qual se provava que o Cardeal Sebastiano Baggio (“Lista Pecorelli”, dados: 14/8/1957; 85/2640; SEBA), nomeado Camerlengo por João Paulo II, tinha escrito ao Grão-mestre da Maçonaria italiana, reassegurando-lhe que os documentos secretos de Paulo VI lhe foram confiados pelo mação Mons. Pasquale Macchi (Secretário pessoal de Paulo VI e presente na “Lista Pecorelli”, com os dados: 23/4/1958; 5463/2; MAPA), e rogando-lhe que mantivesse a sua promessa de fazê-lo eleger Papa. O Cardeal Ratzinger não acusou nenhuma recepção. 4. João Paulo II ao Monsenhor que lhe mostrara a prova, publicada em “Chiesa viva”, da pertença do Cardeal Casaroli à Maçonaria, responde: «Já sei, já sei, mas não sei quem hei-de pôr no seu lugar!» Ao Cardeal Palazzini, que lhe expusera as suas preocupações pela infiltração maçónica na Igreja, João Paulo II, pelo contrário, depois de ter batido com o punho na mesa, exclamou: «Sou eu que o quero!» “La Stampa”, Terça-feira, 11 de Fevereiro de 1992. 48 go sob o título “Concelebrazione sacrilega nel Tempio massonico di San Giovanni Rotondo, dedicato a San Padre Pio”, com o qual se procurava proibir o uso religioso deste “templo satânico”, mostrando a capa do estudo, já disponível em 5 línguas. Mas as celebrações sacrílegas prosseguiram e Chiesa viva, nos meses de Novembro e Dezembro de 2007, novamente denunciou essas celebrações sacrílegas, em palavras de fogo que terminavam com a frase: «Chiesa viva, por isso, pergunta à Jerarquia Católica: até quando permitirá à Maçonaria que insulte Nosso Senhor Jesus Cristo e a SSmª Trindade?» Mas, as Autoridades eclesiásticas, impassíveis, mantiveram silêncio e continuaram com as celebrações sacrílegas. Então, em Chiesa viva, após a publicação de algumas cartas sobre o escandaloso agir das Autoridades eclesiásticas a respeito do templo satânico, no número de Julho-Agosto de 2008, sob o título “Un Tempio satanico per Padre Pio?”, iniciou a publicação, em série, de uma crónica dos artigos publicados em jornais, semanários, revistas italianas e estrangeiras, de cartas, de comunicações e factos que expunham o escândalo do “Templo satânico” que gritava vingança na presença de Deus. Mas a única e estafada solução aumentou. De facto, começou-se a falar de uma visita de Bento XVI a San Giovanni Rotondo, que se somasse à declaração oficial de Mons. D’Ambrosio, Arcebispo de Manfredonia- Vieste-San Giovanni Rotondo, e ainda Delegado da Santa Sé para o Santuário e a Obra do Padre Pio, o qual, em 8 de Dezembro de 2008, leu a comunicação do dia anterior, do Prefeito da Casa Pontifícia, Mons. James M. Harvey, que dava conta da visita de Bento XVI a San Giovanni Rotondo em 21 de Junho de 2009, e à qual estava anexo o programa da visita. Ignorando sempre os factos demonstrados e mau grado o malogro de 150 Prelados na refutação das teses do estudo dobre o Templo satânico, agora queria-se pôr em campo todo o O Secretário de Estado, Cardeal Tarcisio Bertone, concelebra uma Missa sacrílega no Templo satânico de San Giovanni Rotondo, dedicado a Santo Padre Pio. 49 peso da Autoridade do Papa! Mas a insistência de Chiesa viva na crónica de documentos sobre o Templo satânico de San Giovanni Rotondo prosseguiu durante meses, até Abril do ano seguinte. Chega 2 de Junho, dia da vista de Bento XVI. O Papa devia dirigir-se a Sam Giovanni Rotondo em helicóptero, mas uma tempestade em Roma impede-o e, assim, o Papa foi transportado em avião militar até ao aeroporto militar de Foggia, prosseguindo de automóvel até ao destino. A Missa celebrada no adro do Templo satânico pareceu não obter aprovação divina; de facto, no final da celebração, desencadeou-se o fim do mundo: torrentes de água seguidas de granizo, com pedras grossas como nozes que, num momento, afugentaram todos os fiéis. Foi fortuito o facto de, “por motivos técnicos”, a televisão interromper a transmissão do acontecimento? Houve quem dissesse que era um “castigo de Deus”, mas, ainda que isto não se possa demonstrar com certeza, o que se pode afirmar com certeza é que Deus podia ter impedido esta humilhação ao Vigário de Cristo, mas não o fez! Depois, foi o lastimável episódio da “bênção” furtiva da lápide, na cripta do Templo satânico, não prevista nas cerimónias nem no programa. Na lápide está escrito: 50 Por ocasião da visita pastoral de Sua Santidade Bento XVI, nesta igreja, enriquecida pela devoção dos fiéis com a beleza da arte para guardar o corpo de São Pio de Pietrelcina, esteve em oração e abençoou-a». À parte a mentira com a qual, por largo tempo, se assegurou que o corpo de São Pio de Pietrelcina não seria nunca transladado para o Templo satânico, o que é inquietante é o carácter de improvisação que se quis dar a esta “bênção”. Enquanto o Santo Padre se dirigia para a saída da cripta, foi-lhe indicada a placa, que o Santo padre leu com espanto. Depois, quando avançava, Mons. D’Ambrosio pôs o seu braço detrás do Papa e, com o outro braço, bloqueou-lhe a passagem, indicando o aspersório que um frade capuchinho fazia menção de estender ao Papa. Assim, foi benzida rapidamente e sem sequer uma oração, a placa em questão. Este acto não estava previsto e, sobretudo, a placa, em vez de se referir à sua bênção, referia-se à da igreja inteira. Foi, talvez, uma “armadilha” ao Santo Padre? O número de Julho-Agosto de 2006 de Chiesa viva trazia na capa a fotografia do Papa, tendo em fundo o Templo satânico e um editorial de Dom Luigi Villa com o título “Bene51 detto XVI nel ‘Tempio satanico’ in San Giovanni Rotondo – Perché?”. No texto, lê-se: «Ora, o Vigário de Jesus Cristo, que devia ser o Bom Pastor e não causa de perturbação para os milhões de fiéis do Santo de San Giovanni Rotondo (…) devia também saber que o dito Templo é, na realidade, um edifício de cunho maçónico (…) E devia saber também que (…) tendo sido o Padre Pio um acérrimo opositor da Maçonaria, este Templo constitui, assim, uma vingança póstuma!» E ainda: «Em todos estes anos, após a construção deste Templo maçónicosatânico, nunca foi emitida uma posição oficial da parte do Vaticano, existindo silêncio total da parte dos Cardeais responsáveis pelo projecto e construção desta “Nova Igreja”, para os quais deve valer o ditado “quem cala, consente”.» E ainda: «Nós, da Chiesa viva, perguntamos: “Como foi possível que o Vaticano tenha podido construir um ‘Templo satânico’, com escárnio de milhões e milhões de Católicos de todo o mundo que, de boa-fé, deram rios de dinheiro?”» Dom Luigi Villa… premiado? Nesses anos turbulentos, ainda que seja impossível de acreditar, Dom Luigi Villa recebeu importantes reconhecimentos pela sua actividade de jornalista e escritor, mas, sobretudo, pelo seu empenho na defesa da Religião Católica e da Civilização Cristã. 52 O primeiro, em Dezembro de 2008, foi o “Prémio Jornalístico Internacional Inars Ciociara”, patrocinado pela Presidência do Conselho de Ministros, Ministério dos Bens Culturais, Conselho Nacional da Ordem dos Jornalistas, Conselho da Região do Lácio, Província de Frosinone, U.R.S.E. (União Regiões Históricas Europeias), sendo os motivos «… a longuíssima actividade de jornalista, autor de livros e panfletos de teologia, ascética, ensaística (…) e o seu empenho na defesa das raízes Cristãs da Europa e na guarda da verdade contra forças estranhas à nossa civilização». O segundo, em Outubro de 2009, foi o “Prémio da Associação Cultural Val Vibrata de Terramo”, «como jornalista, escritor insigne, editor íntegro, magistral Director da Revista Chiesa viva, mas, sobretudo, como teólogo, por ter dedicado a existência inteira na defesa da Religião Católica e na difusão da Verdade Histórica e vivendo segundo o Evangelho»! Que contraste com o “reconhecimento” dispensado a Dom Luigi Villa, nos últimos cinquenta anos, por certa Jerarquia eclesiástica! 53 Bento XVI em Brescia O novo Bispo de Brescia, Mons. Luciano Monari, entrou oficialmente na diocese em 14 de Outubro de 2007. A breve biografia da apresentação oficial do novo Bispo relatava a notícia que a Mãe de Mons. Monari tem o nome de Giuliana Ruini. Houve quem confirmasse e quem desmentisse o facto do parentesco com o Cardeal Camillo Ruini, mas, de Roma, alguém assegurou a Dom Luigi Villa que Mons. Monaria era um homem do Cardeal Ruini e grande entusiasta de Paulo VI. O que pareceu estranho a alguns foi o facto de que, algumas semanas apenas depois da sua tomada de posse em Brescia, Mons. Monari, em 11 de Novembro de 2007, celebrou Missa na nova igreja de Padergnone, a primeira igreja do Terceiro Milénio da diocese, consagrada havia pouco tempo pelo Bispo anterior, Mons. Sanguineti. Considerando os imensos problemas de uma diocese como a de Brescia e o facto de a população do lugar em que está a nova igreja ser à volta de um milhar de pessoas, é de perguntar: porquê aquela visita? Após o anúncio da visita do Papa ao Templo satânico de San Giovanni Rotondo, em 19 de Abril de 2009, houve outro anúncio: Bento XVI iria a Brescia, em 8 de Novembro de 2009, “conforme seu predecessor”, “para o trigésimo aniversário da morte de Paulo VI” e “na peugada de Paulo VI”. O anúncio foi feito por Mons. Luciano Monari, o qual disse que «o motivo é, naturalmente, o trigésimo aniversário da morte de Paulo VI», sublinhando que «o Papa Ratzinger, como sabeis, foi criado Cardeal por Paulo VI e sempre teve para com o nosso Papa bresciano reconhecimento e grande amor». O discurso que seguiu era baseado sobre a necessidade de todos estarem em “comunhão” com o Bispo de Roma, Papa Bento XVI. E quem não estivesse em “comunhão” com o Bispo de Roma, não sobre questões respeitantes à Doutrina Católica de sempre, mas, por exemplo, sobre a oportunidade de beatificar ou não o “Servo de Deus” Paulo VI? O convite, contido no édito de 13 de Maio de 1992 do Cardeal Ruini: «Convidamos todos os fiéis particulares a comunicar directamente ou a enviar ao tribunal diocesano do Vicariato de Roma todas as “notícias” das quais se possa, de algum modo, arguir contra a fama de santidade do dito “Servo de Deus” (Montini) ainda seria válido? E quem tivesse seriamente obedecido a este “convite”, sem ser um simples O “ruiniano” Mons. Luciano Monari, Bispo de Brescia desde 2007. 54 “fiel particular”, mas um teólogo sério e consagrado e, além disso, encarregado pelo Padre Pio de dedicar toda a sua vida à defesa da Igreja de Cristo da obra da Maçonaria eclesiástica e, ainda mais, informado desde 1963 pelo mesmo Santo Frade que Paulo VI era mação, e com um mandato papal de Pio XII para desenvolver este delicado encargo, que sorte lhe seria reservada? Depois do anúncio da visita do Papa a Brescia, feito por Mons. Monari, Dom Luigi Villa disse-me e repetiu várias vezes, sempre mais preocupado: «Estamos numa viragem… querem- me fazer calar para sempre!» O Templo maçónico-satânico de Padergnone (Brescia) Só mais tarde, consegui compreender o verdadeiro significado destas palavras; de facto, ao pedido de Dom Luigi Villa para fazer um super-texto dedicado à “nova igreja” de Padergnone, a primeira igreja do terceiro milénio da nossa diocese, respondi evasivamente, sem convicção nem empenho. Só após a vista de Bento XVI a San Giovanni Rotondo comecei a compreender a gravidade das palavras de Dom Luigi Villa. O Papa tinha ido a Sam Giovanni Rotondo, tinha celebrado no adro daquele “Templo satânico” e, mesmo que apresentado como caindo na “armadilha” montada por alguns Prelados que o acompanhavam, tinha abençoado aquele “Templo satânico”! Porquê a visita? Porquê a “bênção”? Porquê pôr em campo todo o peso da máxima Autoridade da Igreja, quando não tinham conseguido refutar a horrível realidade demonstrada sobre aquele “Templo satânico”? Sim, era mesmo uma viragem! No fim de Junho, iniciei a primeira visita à “nova igreja” de Padergnone, às quais se seguiram outras para estudos detalhados, para fotografias e tirar medidas. A “nova igreja” tinha sido dedicada a “Cristo Ressuscitado”. Mas, a Religião Católica funda-se na Cruz, isto é, na vontade de Jesus Cristo em obedecer ao Pai e morrer na Cruz como oferta para a Redenção. A sua Ressurreição não foi consequência de um acto de Sua vontade, mas um acto devido à Sua Natureza Divina! Porquê, então, aqueles que não crêem na divindade de Cristo se entusiasmam tanto pela figura de “Cristo Ressuscitado”? Para obter uma resposta bastaria citar as palavras de um dos mais acérrimos Uma das fotografias utilizadas nos cartazes que anunciavam a visita de Bento XVI a Brescia. 55 inimigos de Deus e da Igreja Católica, Alice Bailey, a sacerdotisa da “New Age” e fundadora, em 1921, do satânico “Lucifer Trust”, a qual tinha delineado o “plano” da criação de uma Nova Religião Universal com estas palavras: «O “Cristo ressuscitado” e não o “Cristo crucificado” será a nota distintiva da Nova Religião!» Eis o segredo da dedicação da “nova igreja” a “Cristo Ressuscitado”! Mas o que intentava realmente esta gente com a expressão “Cristo Ressuscitado”? Jesus Cristo é o “Mestre”, mas, o “Mestre” mação torna-se tal no 15º grau da Maçonaria de Rito Escocês Antigo e Aceite, “ressurgindo” da condição de “homem no qual se manifesta a realidade definitiva de ser homem, que é simultaneamente Deus”. Isto é, o mação, do seu estado precedente, “ressurge” tornado “Mestre”, ou “Homem-Deus”, privilegiando- se com toda a Autoridade divina, porque ele mesmo se tornou Deus! Deste modo, não é Deus que se fez homem, que morreu na Cruz e que “ressuscita” porque é Deus, mas o homem que se manifesta Deus em “Jesus Cristo”, que para eles é só o símbolo do “Mestre” mação! Assim, com a expressão Cristo Ressuscitado”, esta gente não celebra a divindade de Cristo, mas a maçónica auto-divinização do homem, isto é, o “Culto do Homem”, como passo indispensável para proceder ao culto de Lúcifer! Mas esta também é a “cristologia” da “nova teologia” de muitos dos nossos Prelados, como afirmou, já em 1994, o grande dominicano Padre Garrigou-Lagrange: «Assim, o mundo material teria evoluído para o espírito, e o mundo do espírito evoluirá, naturalmente, por assim dizer, para a ordem sobrenatural e para a plenitude de Cristo. Assim, a 11 de Novembro de 2007. O Bispo de Brescia, Mons. Luciano Monari, celebra Missa na nova igreja de Padergnone, posteriormente revelada ser um Templo maçónico-satânico. 56 Incarnação do Verbo, o Corpo Místico, o Cristo universal, seriam momentos da Evolução… Eis o que resta dos dogmas Cristãos nesta teoria tão afastada do nosso Credo, na medida em que se avizinha do evolucionismo hegeliano». E o grande dominicano, então, brada: «Para onde vai a “nova teologia”? Regressa ao modernismo pela via da fantasia, do erro, da heresia!» A responsabilidade do projecto da “nova igreja” foi de Mons. Ivo Panteghini, da Cúria de Brescia, desde há alguns anos “Consultor” junto da Pontifícia Comissão dos Bens Culturais da Igreja, em cuja presidência estava o mação Mons. Francesco Marchisano, principal responsável da construção do Templo satânico dedicado ao Santo Padre Pio. A Cúria de Brescia aprovou o projecto, o mesmo fazendo Departamento do culto divino da CEI que, em parte, ainda o financiou. Mons. Giulio Sanguineti, pessoalmente acusado de ser mação por Dom Luigi Villa, sem conseguir refutá-lo, consagrou a “nova igreja” algumas semanas antes de ser substituído. O novo Bispo, Mons. Monari, apenas tomou posse, não esperou muito antes de ir à “nova igreja”, celebrar a Missa. Na lápide de consagração da “nova igreja”, sobressai a medalha episcopal de Mons. Sanguineti e as duas medalhas pontifícias de João Paulo II e de Bento XVI. O estudo da “nova igreja” avançou até caracterizar a “ideia unitária” do projecto: a igreja não era dedicada a “Cristo Ressuscitado”, mas ao “Cavaleiro Rosa-cruz” do 18º grau da Maçonaria de R.E.A.A., o qual tem por missão apagar da face da Terra o Sacrifício de Jesus Cristo na Cruz, isto é, por outras palavras, apagar da face da Terra o Sacrifício de Cristo na Missa Católica. O grau Rosa-cruz, de facto, é, em essência, a renovação caricata e cruenta do Deicídio cometido pela primeira vez no Calvário, como a Santa Missa é a renovação real e incruenta do Sacrifício de Cristo. Todos os lados da “nova igreja” estão saturados de simbologia maçónica e de referências satânicas: a fonte exterior, a estrutura com as suas três espirais, o portão de bronze, o teto da sala de aula litúrgica, a capela do baptistério, os bancos, a estátua de “Cristo Ressuscitado”, os vitrais, o altar, o tabernáculo, a cruz processional, a virgem da esperança, a cripta, a cruz flamejante, a área verde circundante… Tudo enaltecendo o Deus Pã, o Deus cabalístico Lúcifer, o Homem-Deus da Maçonaria, mas o centro de toda a obra é o altar e a figura do Cavaleiro Rosa-cruz que se lhe sobrepõe. Este é o segredo mais profundo desta “nova igreja”, esta é a ideia central. É o Cavaleiro Rosa-cruz que executa a justiça contra Deus que se fez Homem e redimiu a humanidade, contra o Deus que destronou Lúcifer do seu poder quase absoluto que tinha sobre o homem, contra Deus, odiado pela Maçonaria: é o Cavaleiro Rosa-cruz que, no altar, não renova o Sacrifício de Cristo na Cruz, mas renova o DEICÍDIO! Há tempos, o autor de um livro sobre o Anti-Cristo telefonou-me, pedindo para lhe enviar umas vinte cópias do estudo sobre o “Templo satânico” de San Giovanni Rotondo, porque devia fazer uma conferência. No decorrer do telefonema, pôs-me ao corrente de um facto que lhe acontecera pouco tempo antes. Junto a um grupo de pessoas fora de visita a um exorcista, o qual, informado do seu livro sobre o Anti-Cristo, lhe contou um estranho exorcismo acontecido. Estava exorcizando uma pessoa possuída por Lúcifer, quando, repentinamente, o ouve 57 O número especial de Chiesa viva nº 420, sobre o Templo satânico de Padergnone. A ideia central da simbologia oculta desta “nova igreja”, dedicada a “Cristo Ressuscitado”, é a figura do Cavaleiro Rosa-Cruz do 18º grau da Maçonaria de R.E.A.A., o qual tem a missão de apagar o Sacrifício de Cristo na Cruz da face da Terra! Neste “altar de Lúcifer”, portanto, o Cavaleiro Rosa-Cruz, no seu papel de “Sacrificador a Lúcifer”, não renova o Sacrifício de Cristo na Cruz, mas renova o DEICIDIO! 58 urrar: «Fiz o meu trono em Gargano! » O exorcista fica estupefacto, não chegando a compreender o significado daquelas palavras. Depois acrescentou: «Na manhã seguinte recebi, pelo correio, um exemplar de Chiesa viva sobre o Templo satânico de San Giovanni Rotondo e, lido o estudo, compreendi finalmente as palavras de Lúcifer pronunciadas no dia anterior!» Ora, se Lúcifer, pelo Templo satânico dedicado ao Santo Padre Pio urrou: «Fiz o meu trono em Gargano!», deveremos ficar espantados se, um dia, outro exorcista nos disser ter ouvido Lúcifer urrar: «Fiz o meu altar em Brescia»? Por meados de Outubro de 2009, saiu o Número Especial de Chiesa viva nº 420, com o título “Brescia: a nova igreja paroquial de Padergnone é um Templo maçónico-satânico!” A distribuição em Brescia, na província e em toda a Itália foi muito vasta. Uma semana depois, em 21 de Outubro, recebi uma carta, superficialmente irónica, de Mons. Ivo Panteghini, à qual respondi em 28 de Outubro, de 59 modo sério e detalhado às perguntas feitas, mas também ao tema central do Cavaleiro Rosa-cruz que não mencionara. No final deste último tema, depois de ter lembrado que Paulo VI redigiu uma definição de Missa que não contempla o Sacrifício de Cristo na Cruz e a Presença Real, escrevi: «Assim, Paulo VI pode, com mérito, gabar-se de ser o maior Cavaleiro Rosa-cruz que existiu até hoje!»; depois, a conclusão: «Portanto, nenhum Cavaleiro Rosa-cruz do mundo pode aspirar, como pode fazer Paulo VI, a merecer a glória da dedicação do Templo satânico de Padergnone! Em 6 de Novembro de 2009, à pergunta se a presença de Bento XVI teria podido ser de algum benefício à “causa da beatificação” de Paulo VI, Mons. Molinari responde: «Espero que sim, não tanto pela beatificação enquanto tal, mas porque estou convencido que foi um tesouro de espiritualidade original na vida de Paulo VI e que a difusão deste tesouro pode ajudar e enriquecer a Igreja de hoje». Em 8 de Novembro de 2009, por ocasião do trigésimo aniversário da morte de Paulo VI, e sob chuva ligeira, Bento XVI aterrou no aeroporto de Ghedi (nas proximidades de Brescia), dirigiu-se a Botticino Sera para uma homenagem a Santo Tadini; depois, Missa na Catedral de Brescia e o Angelus. Pela tarde, o Papa saudou os organizadores da visita ao centro pastoral Paulo VI e, a seguir, dirigiu-se à casa natal do Papa Montini e inaugurou a nova sede do Instituto Paulo VI em Concesio, onde atribuiu o sexto prémio internacional dedicado ao Pontífice bresciano. Uma breve visita à paróquia de Santo António, onde foi baptizado Giovanni Battista Montini, depois, a partida para o aeroporto de Ghedi em direcção a Ciampino. Em toda esta visita de Bento XVI a Brescia, não foi feita nenhuma referência à “causa da beatificação” de Paulo VI. No dia da publicação do Número Especial de Chiesa viva nº 420, de Outubro de 2009, sobre a “nova igreja” de Padergnone, em Brescia, no ambiente responsável pela construção deste Templo satânico, caiu um silêncio lúgubre e sepulcral, não fora a excepção da tentativa inconsequente de Mons. Luciano Monari em caluniar gratuitamente Dom Luigi Villa, numa “Nota del Vescovo” publicada no semanário da Diocese de Brescia, La voce del popolo nº 35. Seria esta uma tentativa para encontrar uma saída da embaraçosa situação criada na nossa diocese, sem entrar no mérito das teses demonstradas, no nosso estudo sobre o Templo satânico de Padergnone? E o que dará à luz, proximamente, esta capa de chumbo que cada dia fica mais espessa e pesada? A “Causa da beatificação” de João Paulo II Em Novembro de 2009, poucos dias depois do seu regresso a Roma da visita feita a Brescia, Bento XVI anunciou o prosseguimento da “causa de beatificação” de João Paulo II. No início de Fevereiro de 2010, Don Luigi Villa decide seleccionar a vintena de artigos sobre João Paulo II, já publicados em Chiesa viva nos últimos anos, num único PDF e enviá-lo a milhares de endereços e-mail que incluíam a Santa Sé, Cardeais, Núncios, Conferências Episcopais, Institutos Religiosos, Corpo Diplomático 60 junto da Santa Sé, Universidades e Institutos de formação Católica, Bispos, Dioceses italianas, Embaixadas e Consulados italianos, Senadores e Deputados, Conselhos Regionais, meios de comunicação, Universidades, Bibliotecas, Editoras, leigos, etc.. A seguir, a Imprensa italiana começou a publicar a notícia relativa a alguma dificuldade surgida com a “causa de beatificação” de João Paulo II e, durante vários meses, baixou o silêncio sobre este assunto. Mas Dom Luigi Villa já se movimentara na produção de um Número Especial de Chiesa viva sobre João Paulo II, que fosse um trabalho completo e acessível ao grande público, que evidenciasse todos os lados obscuros e inquietantes deste Papa “itinerante”, que consumiu grande parte do seu Pontificado a perseguir a miragem de reunir todas as religiões numa única Religião Mundial. Mas, para atingir este objectivo, que é o fim supremo para onde se voltam os topos da Maçonaria mundial, a fim de realizar o seu sonho de domínio planetário, deve-se eliminar Jesus Cristo como único Redentor e Salvador da humanidade, deve-se ignorar e espezinhar a Verdade, devese reinterpretar a Primado de Pedro, corromper a Virtude Católica, alterar a Moral Católica, formar uma nova Autoridade Católica colocando-a ao serviço e submetida ao poder do Anti- Cristo. Mas Lúcifer perdeu o poder absoluto que tinha sobre a humanidade com o Sacrifício de Cristo na Cruz, que ele mesmo causou com o DEICÍDIO. Assim, a sua raiva infernal é totalmente dirigida e focalizada neste Acto de Redenção de Jesus e sobre a sua “renovação incruenta” no Sacrifício da Santa Missa Católica! Existe, todavia, uma solução radical para resolver este problema: negar a divindade de Jesus Cristo. Esta horrível blasfémia elimina o Sacrifício de Cristo na Cruz na sua raiz e abre a porta a todas as “novidades” e a todas as “actualizações” que são indispensáveis para “eclipsar” a Igreja de Cristo e criar uma “Nova Igreja”, que se torna a “Prostituta de Babilónia”! Então, o Sacrifício de Cristo na Cruz oferecido por Jesus ao Pai, mediante o Ministério Sacerdotal, que nos concede a Redenção e a salvação da alma, poderá tornar-se a renovação do DEICÍDIO, mediante o ministério sacerdotal maçónico, oferecido a outro “deus pai”: Lúcifer, o qual, apresentando-se como o Pai do Templo da Paz universal entre os homens, oferece a sua redenção gnóstica e, com diabólico engano, a Paz universal entre os homens. Mas este “deus padre” não é outro senão o “deus” da Maçonaria e o seu nome é BAFOMÉ, que, escrito em hebraico, resulta em: TEMpli, Omnium, Hominum, Pacis, ABbas (Pai do Templo da Paz Universal entre os Homens). No entanto, isto é exactamente o tema central do Templo satânico de Padergnone da Diocese de Brescia onde, depois de cantar hinos ao Deus Pã e à doutrina gnóstica, negação da divindade de Jesus Cristo, o Cavaleiro Rosa-cruz, no altar, não renova o Sacrifício de Cristo na Cruz, mas renova o DEICÍDIO! Tínhamos mesmo escrito que «nenhum Cavaleiro Rosa-cruz do mundo pode aspirar, como pode, pelo contrário, fazer Paulo VI, a merecer a glória da dedicação do Templo satânico de Padergnone!» Além disso, na “lápide de consagração” deste Templo satânico, além da medalha episcopal de Mons. Giulio Sanguineti, está também a medalha pontifical de João Paulo II e de Bento XVI. Porquê estas duas últimas medalhas? 61 Esta é a capa da recolha de 20 artigos sobre João Paulo II, publicados em Chiesa viva, realizados em formato PDF e atingindo dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo, com a seguinte prioridade: Santa Sé, Cardeais, Núncios, Conferências Episcopais, Bispos, Institutos Religiosos masculinos e femininos, Corpo Diplomático junto da Santa Sé, Universidades, Ateneus, Colégios e Institutos de formação Católica, Cúrias diocesanas italianas e estrangeiras, Paróquias, Sacerdotes, Diáconos, Senadores, Deputados, Embaixadas, Consulados, Conselhos regionais e provinciais, Comunas, Bibliotecas, Radiotelevisões, jornais, revistas, periódicos, Associações e Grupos Católicos, leigos, etc.. 62 Em Setembro de 2010, saiu o Número Especial de Chiesa viva nº 430, sob o título “Karol Wojtyla beato?… mai!”. É uma edição especial de 96 páginas com 217 fotografias, que inclui uma breve biografia de Karol Wojtyla, as suas viagens internacionais, as suas ideias, a sua filosofia, a sua teologia, as suas relações com a Maçonaria e o Comunismo, os seus “feitos” e “ditos”, a sua “doutrina mariana”, as suas posições sobre o Primado de Pedro e a sua “Teologia do corpo” com uma série de fotografias que, para dizer o mínimo, são embaraçosas. A contracapa traz uma fotografia, de página inteira, da imagem do Papa nas chamas, tirada na sua terra natal, exactamente um ano depois da sua morte. A difusão em PDF deste Número Especial chegou a todos os que tinham já recebido o precedente PDF contendo os 20 artigos sobre João Paulo II. Durante quatro meses, caiu o silêncio sobre a “causa da beatificação” de João Paulo II. Em 6 de Janeiro de 2011, o anúncio “João Paulo II santo súbito”. Os jornais noticiaram a beatificação do Papa Wojtyla em 2011. No Giornale, Tornielli escrevia: «João Paulo II será beato em 2011, talvez ainda antes do Verão. Na passada semana, a consulta médica da Congregação para a Causa dos Santos, de facto, exprimiu-se favoravelmente sobre o milagre atribuído à intercessão do Papa Wojtyla – a cura de Parkinson de uma freira francesa – e a documentação passou, nos últimos dias, o crivo dos teólogos. Antes do processo chegar à mesa de Bento XVI falta, apenas, a via livre dos Cardeais e Bispos membros da Congregação, que apenas receberam os documentos sobre o milagre. Reunirão para o examinar colegialmente e para exprimir o seu voto em meados de Janeiro». No Times lia-se: «Bento XVI chamou- o “João Paulo Magno”: é “só
 o quarto Papa da História a ter esta honra”. A beatificação deve acontecer em tempo record, pois o Papa Bento XVI autorizou a derrogação para início imediato do processo de canonização, sem esperar os cinco anos previstos depois da morte». Em 4 de Janeiro de 2011, anúncio oficial do Vaticano: “João Paulo II será beatificado em 1 de Maio”. Insinuou-se, durante anos, que a “mente” de João Paulo II durante o seu Pontificado, fosse o Prefeito da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé e, quando em Abril de 2005, João Paulo II morre e é eleito Bento XVI, foram muitos a perguntar- se se o Cardeal Joseph Ratzinger não teria, simplesmente, sucedido a si próprio! Bento XVI. 63 O número especial de Chiesa viva nº 430, contra a beatificação de João Paulo II, saiu em Setembro de 2010, e atingiu dezenas de milhares de pessoas, conforme a distribuição efetuada do anterior PDF de 20 artigos sobre este Papa. Além das edições italiana e francesa, estão em preparação edições noutras línguas. Esta é uma obra completa e acessível ao vasto público, salientando os lados obscuros e inquietantes deste Papa “itinerante”, que consumiu grande parte do seu Pontificado a perseguir a miragem de reunir todas as religiões numa única Religião mundial, sob a direcção do topo da Maçonaria, para realizar o Governo mundial do Anti-Cristo! A negação da DIVINDADE de Jesus Cristo elimina o “Sacrifício de Cristo na Cruz” na sua raiz e, deste modo, o “Sacrifício de Cristo na Cruz”, oferecido por Jesus ao Pai, por meio do Ministério Sacerdotal, que nos oferece a Redenção e a salvação da alma… (Encargo dado a Dom Luigi Villa pelo Padre Pio) «Deves dedicar toda a tua vida a defender a Igreja de Cristo da obra da Maçonaria eclesiástica!». ... poderá tornar-se a renovação do DEICÍDIO, por meio do ministério sacerdotal maçónico, oferecido a um outro “deus pai”, Lúcifer, o qual, como “deus” da Maçonaria, oferece a sua “redenção gnóstica” e, com diabólico engano, se desvia da salvação da alma com a fábula da Paz Universal entre os Homens.