RADIO A.N.S.R LEPANTO

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A NOSSA VONTADE DIANTE DA ATUALIDADE E DA CULMINÂNCIA DA VIDA‏


O movimento atual e a culminância da vida

O liberalismo pode ser dito como liberação da realidade objetiva a partir da liberação do pensamento na morte.
Sim, a morte, a realidade mais comum a todos os viventes.

E é por isso mesmo que que Deus é misericordioso até no castigo, porque a morte serviu para trazer a verdade.
A verdade de que pecamos e merecemos a exclusão.
Ora, o liberalismo cresceu apoiado na tecnologia que trouxe muito conforto e muito consumismo e, com este último, uma acumulação desigual de riqueza e de poder com base em agressiva propaganda que apela para o erotismo.

E, por quê? Porque vive de intensa excitação.
E tudo foi acentuado no pós-guerra, porque a tecnologia usada na corrida armamentista entre alemães e americanos, que culminou na bomba atômica, incrementou como nunca todos os setores industriais desde a produção dos aparelhos médicos até dos eletro-domésticos portáteis. E tudo precisava ser vendido em alta escala e para vender há necessidade de grande excitação. 

Ante a barca desta excitação vinha e cada vez mais vem em sentido totalmente contrário a Missa tridentina, a perpétua renovação do Sacrifício à qual aderimos por uma adesão ao plano salvífico de Deus, dando-nos com tudo que temos para que Deus salve a nós e os outros.

Não, o mundo não queria mais nem pensar na morte ou em nossa triste condição de pecadores, mas na excitação que alegra todos os ambientes.
Até o papa atual disse numa última entrevista que virou livro de que o que lhe agrada na modernidade é a alegria.

E para tanto o que pode ser melhor do que a multiplicação de festas ou uma religião "band-aid" que cure de um mal passageiro e libere de volta para a alegria?
A morte e a cruz não interessam. Nem um pensamento de que a porta é estreita e de que o céu é para os violentos consigo mesmos.

Teologicamente, então, retiremos a doutrina da exclusão para colocarmos no lugar a doutrina da inclusão geral e irrestrita, previamente, pareciam dizer.
Enquanto, o Senhor sempre disse o contrário, e na Sua sabedoria encarnada, pediu constante memória para renovar a Sua oferta e a nossa oferta.

Mas aí, faltava dizer que não foi o Senhor que assim disse ou que entendemos errado. Faltava, porque acabaram dizendo exatamente assim.
E como crêem, celebram, porque como se crê, celebra-se, nunca falha esta lei do coração. E se entramos no íntimo do coração, entramos na vontade.

Sabiamente, a Igreja sempre ensinou que a fé é ato de inteligência mas também de vontade. Vontade de crer, de dar crédito, para mudar, melhorar-se.
Resta saber do coração de cada um o que quer.

A excitação de uma ilusão que nega nossa realidade mais evidente ou a consciência de que a morte constata nossa exclusão temporária que pode vir a ser eterna, se não houver uma adesão individual ao esforço divino para a nossa justificação.

E isto tudo deve ser levado à verdadeira Missa que o Senhor ensinou em detalhes depois da Ressurreição, como nos diz a Tradição vinda dos apóstolos, porque a morte é certa e nenhuma teologia pode mudar isso.